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A balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações do País, registrou superavit de US$ 2,4 bilhões em junho, o triplo do verificado no mesmo mês do ano passado (veja quadro).
Apesar do resultado positivo no mês, o saldo comercial no semestre ficou negativo em US$ 3 bilhões, o mais baixo desde 1995, quando registrou deficit de US$ 4,2 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento.
A diferença entre os números do comércio exterior brasileiro este ano e em 2012 é gritante. No primeiro semestre do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 7,1 bilhões.
A deterioração nos dados deve-se principalmente a dois fatores: o registro em atraso este ano de US$ 4,5 bilhões em importações de combustível feitas pela Petrobras no ano passado e a queda nas vendas de commodities importantes, como petróleo.
A expectativa do próprio governo era que as operações da Petrobras fossem todas contabilizadas até março, o que não aconteceu. Ao final de maio, ainda faltavam cerca de US$ 700 milhões a serem registrados nas contas da balança.
As exportações em junho somaram US$ 21,2 bilhões, alta de quase 10% frente ao mesmo mês de 2012. Já as importações alcançaram US$ 18,8 bilhões, resultado 1,5% superior ante ao verificado em junho do ano passado.
Em maio, a balança apresentou saldo positivo de US$ 760 milhões. O resultado, contudo, foi decepcionante: 74,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2012.
Segundo o governo, a conta foi fortemente influenciada pelo déficit nas transações de petróleo e derivados.
As exportações e importações desses produtos acumulavam saldo negativo de US$ 11 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses.
Segundo o governo, excluindo esse fator, o comércio exterior dos demais produtos apresentava saldo positivo de US$ 5,636 bilhões.
O saldo positivo do mês passado foi puxado principalmente pelas exportações recordes de soja: US$ 4,153 bilhões. Foi o maior embarque mensal da história.]
No ano passado, a balança comercial apresentou superavit de US$ 19,4 bilhões, o resultado mais baixo desde 2002. A queda foi de 35% ante 2011 - quando o superavit foi recorde, ficando em US$ 29,7 bilhões.