10 de julho de 2026
Nacional

População está insatisfeita com a representação política, diz Alckmin

Por André Monteiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo/Mauricio Rummens/Governo de São Paulo

Pesquisa Datafolha apontou queda na popularidade de Alckmin e Fernando Haddad

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que a “sociedade está insatisfeita com a representação politica e que é importante ouvir a população”.

“Acho que a leitura é uma insatisfação com a representação política. Cabe a todos nós termos a humildade de ouvir, de compreender essa manifestação, e de agir. Não é fazer discurso, é trabalhar, é governar, é cortar gasto, é aumentar investimento, é melhorar a eficiência do gasto público”, disse Alckmin.

Em um intervalo de três semanas, a aprovação de Alckmin caiu 14 pontos, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem. Os 52% de avaliação positiva do tucano em 7 de junho, pouco antes do início dos protestos, foram reduzidos para 38%.

Na semana do auge dos protestos, Alckmin foi criticado pelo comportamento da Polícia Militar, que num primeiro momento agiu com violência durante passeatas e depois, diante das críticas, teria reduzido o rigor no combate ao vandalismo.

O Estado também administra tarifas dos trens e do metrô, que também subiram, mas, mediante a pressão das ruas, acabaram tendo o reajuste cancelado. “Nós mostramos que São Paulo não fabrica dinheiro, não gasta mais do que arrecada. Cortamos R$ 129 milhões de receita baixando tarifa, mostramos direitinho de onde vão sair e não vamos reduzir um centavo de investimento.”

O governador também salientou que a agenda do governo é a agenda das manifestações e que o Brasil precisa de investimento.

“Nossa agenda é a agenda das manifestações, da mobilidade urbana. Não é carro, é transporte coletivo, de alta capacidade. Todo o esforço do governo está sendo feito nesse sentido. O Brasil precisa de investimento para gerar emprego, desenvolvimento e melhorar a renda e salário da população.”


Haddad quer trabalho

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse ontem que a queda em sua popularidade apontada por pesquisa do Datafolha será revertida com trabalho.

A pesquisa, finalizada na última sexta-feira e divulgada ontem, revelou que o índice de aprovação do petista caiu 16 pontos em três semanas, de 34% para 18%.

A reprovação do petista (soma dos julgamentos ruim e péssimo) subiu de 21% para 40%. O patamar só é inferior na série histórica do instituto aos de Jânio Quadros, 43%, de Marta Suplicy, 42%, e de Paulo Maluf, 41%, quando se trata do mesmo período de gestão.

De acordo com o petista, todos os governantes tiveram a avaliação afetada durante o período de manifestações de rua.