09 de julho de 2026
Nacional

Brasil considera "grave" situação após golpe

Folhapress
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O governo brasileiro classificou como "grave" o golpe no Egito, ocorrido nesta quarta-feira após Mohammed Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no país, ser deposto pelo Estado das Forças Armadas e pela oposição.

Em nota, o Itamaraty disse que "acompanha com preocupação" a situação no Egito e pede diálogo para manter a democracia no país. "O governo brasileiro conclama ao diálogo e à conciliação para que as justas aspirações da população egípcia por liberdade, democracia e prosperidade possam ser alcançadas sem violência e com a plena vigência da ordem democrática".

Abdul Fatah al-Sisi, chefe do Exército, anunciou a deposição do presidente do Egito e apresentou os próximos passos políticos a serem tomados no país. Seu discurso foi encoberto, nas ruas, pelo clamor popular e os fogos de artifício que tomaram o céu.

Al-Sisi também anunciou a suspensão da Constituição vigente, aprovada em dezembro em referendo popular e escrita por uma Assembleia majoritariamente composta por conservadores radicais alinhados à Irmandade Muçulmana.

Segundo o anúncio, a Constituição está suspensa e o país será liderado, temporariamente, pelo líder da Suprema Corte Constitucional -conforme demandava a oposição.

Leia a íntegra da nota do Itamaraty:

"O Governo brasileiro acompanha com preocupação a grave situação no Egito, onde a Constituição acaba de ser suspensa e o presidente democraticamente eleito destituído, segundo comunicação das Forças Armadas.

Ao insistir na busca de soluções para os desafios a serem enfrentados pela população egípcia em respeito à institucionalidade, o Governo brasileiro conclama ao diálogo e à conciliação para que as justas aspirações da população egípcia por liberdade, democracia e prosperidade possam ser alcançadas sem violência e com a plena vigência da ordem democrática."