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Heinz-Peter Bader/Reuters |
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Avião foi forçado a pousar na Áustria depois que França e Portugal fecharam espaço aéreo |
Os líderes latino-americanos criticaram os governos europeus ontem por desviar o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, sobre rumores de que estava carregando o ex-prestador de serviços da agência de vigilância dos EUA, adicionando uma nova disputa diplomática sobre a saga Edward Snowden.
Morales, estava a caminho de casa após uma conferência em Moscou anteontem, quando França e Portugal abruptamente impediram seu avião de usar o espaço aéreo por suspeita de que o fugitivo Snowden, procurado por Washington por vazar segredos, estaria a bordo.
O tratamento incomum dado ao líder boliviano tocou em um nervo sensível na região, que tem uma história de golpes apoiados pelos EUA. Vários presidentes da região, furiosos, correram para apoiar Morales, e surgiram protestos nas ruas da Bolívia.
“(Há) vestígios de colonialismo que pensávamos que haviam cessado. Acreditamos que isso constituiu não apenas humilhação de uma nação-irmã, mas de toda a América do Sul”, disse a presidente argentina Cristina Kirchner, em um discurso em Buenos Aires.
O bloco Unasul, formado por 12 países da América do Sul denunciou “os atos inamistosos e injustificáveis” e alguns membros queriam uma reunião de emergência na Bolívia. Chegou-se a especular sobre uma reunião ministerial do bloco hoje, em Lima, mas, segundo informações do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, essa reunião não acontecerá e será substituída por um encontro entre ministros e alguns presidentes da Unasul hoje em Cochabamba.
O bloco inclui Venezuela, Equador, Argentina e Bolívia, assim como Chile e Brasil. Nicarágua, Cuba, Venezuela e Equador estão entre os outros países da América Latina se posicionando contra as ações da Europa.