09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cadê o super-homem bauruense?


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Faz aproximadamente dois meses que aconteceu na rua Itapura, quadra 6, na casa da minha vizinha, um roubo de proporção alarmante e, infelizmente, por causa disso, ela mudou-se para outro lugar mais seguro e perdi não só uma companheira de anos, mais uma amiga e uma irmã. Diante desse fato, fiquei perplexa com posturas adotadas por pessoas que pensam ser humanizadas e, não bastando, com a atuação de um órgão municipal que eu acreditei estar preparado para lidar com questões de planejamento urbano.

No dia fatal, os bandidos se aproveitaram de caminhões de grande porte que ficam estacionados permanentemente (dia e noite) em frente das casas desse quarteirão. Esses trambolhos, desculpe-me os éticos, serviram de escudos para marginais que adentraram um lar, transformando-o em poucos minutos em um inferno. Além disso, ocorreram outros roubos, porém de carros, nessa mesma quadra, por causa desses proprietários dos caminhões que não sabem ainda o que esse tipo de ação pode acarretar na vida de pessoas de bem e espero veemente que eles nunca conheçam essas atrocidades. Entretanto, eles esquecem que o mundo é redondo e, quando pedimos a eles que estacionem seus caminhões em lugares apropriados, eles nos respondem ironicamente que estão amparados pela lei. Portanto, recorremos à instituição municipal responsável, diga-se de passagem à Emdurb.

Há aproximadamente mais de um mês, meu marido protocolou uma solicitação ao prefeito ou ao presidente da Emdurb para tornar o estacionamento dos veículos de grande porte proibido ou rotativo nessa quadra, considerando os últimos fatos e esclarecendo que o trânsito de caminhões nessa rua ficou inviável e, muitas vezes, carros perdem seus retrovisores por causa do mínimo espaço que sobra para transitarem, uma vez que a rua de cima, a José Ranieri, é mão única e a opção que sobra para virar na Cruzeiro do Sul é a rua Itapura. Entretanto, até essa data não vimos nenhum funcionário da prefeitura analisar o local e não recebemos nenhuma resposta para solucionar a situação. Minha família continua insegura e os trambolhos permanecem depositados, parece que definitivamente. Então, agora, quem poderá nos defender?

Gisele Ferreira de Paiva Bormio