08 de julho de 2026
Internacional

Adly Mahmud Mansur presta juramento como presidente interino do Egito

Por Diogo Becito | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Adly Mahmud Mansur foi jurado, na manhã desta quinta-feira (4), presidente interino do Egito. Ele substitui, assim, o primeiro presidente democraticamente eleito no país, Mohammed Mursi.

Mursi foi deposto na quarta-feira (3) por um antecipado golpe militar, após milhões de manifestantes terem tomado as ruas durante a semana pedindo por eleições antecipadas.

Associated Press

Juiz Adly Mansur presta juramento como presidente interino do Egito; ele substitui Mohammed Mursi, derrubado em um golpe militar

Ligado à Irmandade Muçulmana, o ex-presidente islamita completara um ano de governo no domingo. Ele assumiu a liderança do Egito após protestos em massa destronarem o ex-ditador Hosni Mubarak, no início de 2011. Nos meses seguintes, lidou com um país em crise política e econômica e irritou a população com sua agenda conservadora.

Segundo informações das últimas horas, Mursi estaria detido, assim como parte de sua organização islamita. Não está claro qual será o seu futuro no país. Permanece também como incógnita a reação de seus seguidores para os próximos dias.

Na praça Tahrir, as multidões foram esvaziadas após as celebrações da madrugada, e durante a manhã de hoje apenas grupos esparsos se manifestam. Mas foram o suficiente para a histeria coletiva diante dos aviões militares que pintaram o céu com as cores da bandeira do Egito, durante o juramento do presidente interino Mansur.

Imprensa

A imprensa egípcia, com exceção do jornal da Irmandade Muçulmana, comemora nesta quinta-feira a vitória "legítima" do povo, depois que o exército derrubou Mursi.

"Vitória para a legitimidade popular", afirma o jornal Al-Gomhuria, com fotos na primeira página do comandante do exército e novo homem forte do país, o general Abdel Fatah al-Sissi, e da multidão de manifestantes anti-Mursi na praça Tahrir do Cairo.

"O presidente, expulso pela legitimidade popular", destaca o jornal Al-Ahram.

A imprensa independente citou a "vitória do exército e do povo" (Al Shoruq), enquanto o jornal Al-Masry Al-Yum afirmou que o "Egito está de volta".

O jornal do Partido da Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, optou por não mencionar a derrubada do chefe de Estado e publicou na primeira página um artigo sobre as manifestações islamitas "de apoio à legitimidade" do presidente.