10 de julho de 2026
Internacional

Islâmicos marcam ato contra deposição do presidente Mursi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de partidos islâmicos do Egito convocou hoje seus integrantes para um protesto para sexta-feira (5) contra a queda do presidente Mohamed Mursi. O anúncio é feito horas após a prisão de Mohamed Badie, líder religioso da Irmandade Muçulmana.

Segundo fontes de segurança, ele foi preso em Mersa Matruh, cidade na costa do Mediterrâneo ao lado da fronteira com a Líbia. Ele era procurado por incitar à morte de manifestantes que, no domingo, protestavam diante da sede da Irmandade Muçulmana no Cairo.

A prisão foi efetuada horas após a Promotoria emitir mandados de prisão contra cerca de 300 membros do grupo religioso, dentre eles Badie, a pedido dos militares. Eles são acusados de incitar a violência durante o protesto de opositores que terminou com a destruição da sede da entidade no Cairo.

Durante os protestos de domingo, a sede da entidade foi invadida, incendiada e saqueada pelos opositores ao governo de Mursi. A ação, que começou na noite de domingo e se estendeu até a madrugada de segunda, terminou com oito mortos e mais de cem feridos.

Além do líder espiritual, também foi requisitada a prisão do número dois da agremiação, Khairat al-Shater, e de cerca de 300 membros da entidade. Já o presidente deposto foi impedido de sair do país por causa de um processo por "insulto ao Poder Judiciário".

A Justiça fez a acusação baseada em um discurso de Mursi em 26 de junho, em que acusa os magistrados de serem o resquício do regime de Hosni Mubarak com a intenção de destruir a democracia no Egito. O islâmico ainda acusou vários juízes de participarem de fraudes eleitorais durante a ditadura.

Além de Mursi, são investigados o presidente do Partido Liberdade e Justiça, Saad al-Kathani, três legisladores e três dirigentes da agremiação. Mais cedo, a Irmandade Muçulmana afirmou que Mursi foi preso pelos militares e estava no quartel da Guarda Republicana, no Cairo, junto com outros membros de seu gabinete.

Mais tarde, um grupo de partidos e movimentos islâmicos egípcios convocou uma manifestação em todo o país para a tarde de amanhã, após a oração do dia sagrado dos muçulmanos, contra a deposição do presidente Mohamed Mursi.