08 de julho de 2026
Nacional

Metrô pode parar na greve do dia 11

Por Carla Araújo e Tiago Dantas | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Os metroviários pretendem fazer greve em São Paulo na quinta-feira, dia 11, data escolhida pelas centrais sindicais para uma mobilização nacional dos trabalhadores. Ao menos dez categorias confirmaram adesão aos protestos em todo o País. Funcionários da construção civil, do setor portuário, comerciantes e metalúrgicos também podem cruzar os braços.

A paralisação dos funcionários do Metrô foi decidida em assembleia da categoria realizada quinta-feira, 4, à noite, segundo o presidente do sindicato dos Metroviários, Altino de Melo. “Convidamos as centrais para saber como estava a mobilização dos outros setores. Não vamos parar sozinhos.”

A decisão, no entanto, ainda não é definitiva. Uma nova assembleia dos metroviários está marcada para a noite do dia 10, quando os funcionários podem até recuar e optar por fazer uma paralisação parcial. Uma das propostas é parar até o meio-dia, por exemplo. Os ferroviários também devem decidir, até quarta-feira, 10, se vão aderir à paralisação geral.

O trânsito também deve ser afetado por passeatas e atos que estão sendo preparados em vários pontos da cidade. Os motoboys, por exemplo, pretendem parar três importantes avenidas da capital - entre elas a Avenida Paulista e uma das Marginais. A concentração está marcada para acontecer a partir das 10h na sede do SindimotoSP, no Brooklin, zona sul. “Há na cidade atualmente mais de 220 mil motoboys regularizados. Devemos ter uma boa adesão”, afirmou Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Cerca de 500 mil comerciários concordaram com a paralisação, segundo a UGT. Os trabalhadores ligados ao setor sairão da rua 25 de Março, no Centro, às 9h, e devem caminhar em direção à Avenida Paulista. Haverá uma grande concentração de trabalhadores no vão livre do Masp a partir do meio-dia.