Um bebê de 26 dias foi atropelado, junto com a mãe e o pai, por um motorista que dirigia embriagado, na contramão e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na noite de anteontem, em Mogi Guaçu (a 280 km de Bauru).
O bebê chegou a ser levado por uma ambulância do Samu à Santa Casa da cidade, às 20h40, mas teve traumatismo craniano e sofreu várias paradas cardíacas antes de morrer, às 23h30. O enterro foi realizado ontem, às 15h45, no cemitério Santo Antônio.
A mãe da criança foi internada com traumatismo crânio-encefálico de gravidade moderada e segue em tratamento clínico. Segundo o hospital, ela está estável e consciente.
O pai quebrou a clavícula e teve escoriações leves. Ele recebeu alta na manhã deste sábado.
O atropelador, um pedreiro de 59 anos, não teve nenhum ferimento e não precisou ser atendido. Ele realizou teste de bafômetro -em que foi registrado 1,30 miligrama de álcool por litro de ar, segundo a Polícia Civil (a margem de tolerância é de 0,05 miligrama)- e foi encaminhado à Delegacia Seccional da cidade.
Ele foi indiciado por homicídio doloso (em que há intenção de matar) simples, por não ter carteira de habilitação e por dirigir embriagado. Foi expedido um mandato de prisão preventiva e o motorista foi transferido, por volta das 10h, para a UDTE (Unidade de Detenção, Triagem e Encaminhamento) de Itapira.
Desde janeiro, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) endureceu a regra para quem dirige após ingerir bebidas alcoólicas.
Em testes de bafômetro, o índice máximo de miligrama de álcool por litro de ar para que uma pessoa não seja multada caiu de 0,10 para 0,05. A infração é gravíssima, o motorista fica impedido de dirigir por um ano e o valor da multa é de R$ 1.915,40.
A partir de 0,34 mg/L - um quarto do registrado no acidente de ontem - o condutor incorre também em crime de trânsito.
A pena é de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão temporária da CNH ou proibição permanente de obter a habilitação.