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Fotos: Reuters |
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Avião, procedente de Seul (Coréia do Sul), estava com 291 passageiros e 16 tripulantes; 60 pessoas ficaram feridas |
Médicos disseram hoje que pode haver grande quantidade de paralisias entre as mais de 180 pessoas atendidas em hospitais da região de San Francisco após o acidente com o voo da Asiana Airlines, no sábado, no aeroporto internacional da cidade.
Há vítimas inconscientes e uma "profusão de hemorragias abdominais e de fraturas na coluna, algumas das quais incluem paralisias e traumas cerebrais", disse a médica Margaret Knudson, do Hospital Geral de San Francisco.
Ao menos duas pessoas já foram diagnosticadas com paralisias permanentes. Muitos feridos têm lesões que indicam que foram arrastados pela pista de pouso, onde também foram encontrados os corpos das vítimas fatais.
Elas foram identificadas hoje como Ye Meng Yuan e Wang Lin Jia. As estudantes chinesas, ambas com 16 anos, passariam férias nos EUA.
Segundo Joanne Hayes-White, chefe do Corpo de Bombeiros local, 19 pessoas permanecem hospitalizadas, seis delas em condições críticas. Não há mais desaparecidos entre os 307 tripulantes.
A despeito das graves lesões em alguns sobreviventes, autoridades celebraram o baixo número de mortes.
Procedente de Xangai, na China, com escala em Seul, na Coreia, o avião bateu contra o solo ao pousar, segundo testemunhas. Passageiros relataram aproximação estranha do Boeing 777, que apresentaria altitude e inclinação diferentes das de costume.
Após o choque, a aeronave perdeu a cauda e um motor, arrastou-se pela pista, bateu sem gravidade em outro avião e depois pegou fogo.
A empresa inicialmente descartou a hipótese de falhas mecânicas. "Até aqui, não acreditamos que tenha havido algo errado com o B777-200 ou com seus motores", disse Yoon Young-doo, presidente da Asiana Airlines.
Ele também pediu perdão: "Lamentamos profundamente ter causado o problema".
Membros da companhia chegaram ontem aos EUA para integrar equipe de investigação com autoridades locais. Análise inicial da caixa-preta mostra que pilotos tentaram acelerar para evitar o impacto segundos antes do pouso.
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Minutos após o acidente, pelo Twitter, um dos passageiros teria mencionado que a maioria dos passageiros estavam bem |