11 de julho de 2026
Internacional

Ex-agente da CIA faz revelações sobre Cuba, Kennedy e Oswald

Reuters
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Lee Harvey Oswald manteve contatos mais estreitos com a inteligência cubana meses antes de assassinar o presidente John Kennedy do que se imaginava até agora, segundo um novo livro de autoria de um ex-agente da CIA.

Além disso, a CIA mentiu ao dizer desconhecer esses vínculos à Comissão Waren, encarregada de investigar o crime, segundo Brian Latell, que foi agente de inteligência nacional da CIA para a América Latina entre 1990 e 94, e que escreveu “Castro’s Secrets: Cuban Intelligence, the CIA & the Assassination of John F. Kennedy”, (Os segredos de Castro: inteligência cubana, a CIA e o assassinato de John F. Kennedy), que será lançado hoje.

Cuba também ocultou o que sabia sobre Oswald, escreve Latell, citando uma conversa grampeada pela CIA entre dois agentes secretos cubanos, que ele garimpou em documentos liberados do sigilo. “Estou agora convencido de que Oswald se envolveu com os cubanos”, disse Latell à Reuters.

Ele tem o cuidado de não insinuar que Oswald matou Kennedy a mando de Havana, em 1963, mas diz que os novos documentos confirmam a impressão generalizada de que o desejo fervoroso de impressionar Fidel Castro motivou Oswald a matar Kennedy.

O livro de Latell, versão revista de uma obra anterior sobre a inteligência cubana lançada no ano passado, se baseia em novas peças de um quebra-cabeças revelado a partir de várias fontes, inclusive as memórias ainda inéditas de Thomas Mann, embaixador dos EUA no México na época do assassinato, além de uma entrevista com um ex-agente cubano de inteligência e documentos governamentais liberados do sigilo.