11 de julho de 2026
Bairros

Moradores protestam contra o despejo de vizinha em residencial do Bauru 16

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Aproximadamente 50 pessoas protestaram na entrada do residencial Três Américas, no Bauru 16, na tarde desta terça-feira. Moradores colocaram fogo em pedaços de madeira e pneus, contrários à ordem de despejo de uma das moradoras do empreendimento, construído pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida, voltado a famílias com renda mensal de até três salários mínimos.


Juliane Cristina Plata, 34 anos, alugou uma das unidades do conjunto de seu proprietário.


No entanto, este tipo de transação é proibida por lei em função do caráter de interesse social do apartamento. De acordo com a ordem judicial, ela terá que desocupar o imóvel até quinta-feira, dia 11.


“Eu não tenho para onde ir. Sei que não podia alugar, mas tenho um filho de nove anos e uma menina de 15. Pago o aluguel e o condomínio certinho, mas não consegui um advogado na Defensoria Pública”, contou, aos prantos, a mulher.


Ela afirma morar no Três Américas há três meses. No entanto, 15 dias após ter ocupado o imóvel, a ex-esposa do proprietário foi até lá, alegando que conquistou, na Justiça, o direito à propriedade do apartamento.


Juliane afirma que cerca de 50 unidades do condomínio estão vazias, pois estavam dirigidas a programas de remoção de favelas. “As famílias não querem vir e tiram meu direito de estar aqui. Eu me inscrevi no Minha Casa Minha Vida, mas não fui sorteada”.


Não houve tempo hábil para que a reportagem acionasse a Caixa Econômica federal (CEF), gestora dos contratos do programa junto aos mutuários. O JC tentou contato com a coordenadora do Minha Casa em Bauru, vice-prefeita Estela Almagro (PT), mas o celular estava na caixa postal.