As manifestações das últimas semanas levaram à coordenação de segurança da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) a aumentar o efetivo de militares que vai cuidar da segurança do papa Francisco a partir do dia 23. Os protestos causaram preocupação entre os responsáveis pela proteção ao pontífice.
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Daniel Ferrentini/Agência O Dia/Estadão Conteúdo |
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Estátua do papa Francisco, em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro |
O número de militares sobe de 8.500 para 9.700. Deste total, 7.400 são do Exército. Dois caças (um F-5 e um Supertucano) ficarão de prontidão para o caso da necessidade de interceptação de uma aeronave. A PM ainda não fechou o planejamento mas o número de PMs envolvidos no evento deve chegar a 6.500.
Enquanto conclui o seu plano, a PM já decidiu interromper folgas, férias e licenças dos policiais. Todos eles estão cumprindo jornadas de 12h. A medida iniciada na Copa das Confederações foi mantida nessa semana de manifestações e deve chegar à JMJ.
Em pelo menos uma reunião na semana passada, os responsáveis pela inteligência na Polícia Federal e nas Forças Armadas se mostraram preocupados com alguns pontos da agenda, como também com os deslocamentos do papa pela cidade. Teme-se que pessoas se infiltrem entre os peregrinos para gerar pânico na multidão. Principalmente nas missas que serão celebradas em Copacabana, na zona sul, e em Guaratiba, na zona oeste.
Indulgências
O papa Francisco promulgou o decreto que concede indulgência aos participantes da 23.ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), que será realizada de 22 a 29 deste mês no Rio de Janeiro. No texto, Francisco diz que a indulgência pode ser recebida por todos que participarem do encontro, até mesmo aqueles que estiverem presentes de forma espiritual. Porém, avisa: é necessário rezar pelas intenções para obtenção da indulgência.
O decreto é de julho e tem a assinatura do cardeal Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor.
Francisco condicionou a concessão de indulgências ao cumprimento dos sacramentos: da confissão e oração, seguidos pelo da comunhão.