|
Douglas Reis |
|
|
|
O prédio da Prefeitura de Bauru foi ocupado por volta das 9h |
Dezenas de manifestantes ocuparam o prédio da Prefeitura de Bauru, por volta das 9h desta quinta-feira (11). O protesto é assinado pelo Movimento Sem Terra (MST), Unesp Movimento Estudantil e “Bauru Acordou”. Depois de mais uma assembleia realizada nesta noite, os manifestantes decidiram dormir no prédio da prefeitura, no primeiro andar, já que não conseguiram sua principal reivindicação junto ao prefeito de Bauru: a suspensão do último aumento nas tarifas do circular na cidade.
O Dia Nacional da Luta, em Bauru, nesta quinta-feira (11), dividiu atenções com a ocupação do prédio da prefeitura e reuniu aproximadamente 180 trabalhadores. (leia no final desta reportagem)
À tarde, o prefeito Rodrigo Agostinho recebeu a pauta de reivindicações e subiu para o seu Gabinete com o comando da Polícia Militar. A secretária do Bem-Estar Social (Sebes), Darlene Tendolo, acompanhou os trabalhos.
Durante o dia, o atendimento ao público foi paralisado e o grupo permaneceu na porta que controla o acesso das pessoas ao local. Os manifestantes levaram colchões, colchonetes e marmitas.
Os funcionários do setor administrativo, jurídico e da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) foram dispensados do trabalho.
Reivindicações
Os manifestantes querem que Rodrigo Agostinho responda à pauta de reivindicações apresentada na última reunião, em que o prefeito os recebeu e mostrou um pacote de medidas que incluía: estudo sobre a remodelagem do sistema do transporte público, conclusão do Plano Municipal de Mobilidade, processo de licitação para outros dois grandes setores de transporte público operados atualmente pelas empresas Grande Bauru e Bauru Trans, empenho para aprovação do PAC Mobilidade (em tramitação da Câmara Municipal), que prevê recursos para a instalação de faixas exclusivas para circulação de ônibus, três terminais de integração e cerca de 7 km de ciclovias e envio do projeto de lei para criação do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana.
Segundo informações extraoficiais, o prefeito Rodrigo Agostinho estava vindo de São Paulo para Bauru e, devido às manifestações nas rodovias, ficou preso no congestionamento, mas conseguiu chegar por volta das 12h. Os manifestantes foram recebidos inicialmente por Marcelo Araújo, chefe de Gabinete.
Vias interditadas
A Polícia Militar (PM), para manter a integridade dos manifestantes e da população, interditou quatro vias de acesso, que ficam no entorno da prefeitura.
Foram interditados os cruzamentos da avenida Duque de Caxias com a rua Rio Branco, rua Agenor Meira com a rua José da Silva Martha, Aviador Gomes Ribeiro com a rua 13 de maio. Policiais estão no local para orientar os motoristas.
Além disso, foi registrado um boletim de ocorrência (BO). A manifestação segue pacificamente.
Reunião não ocorreu
Uma reunião com vereadores e o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, marcada para as 10h de hoje, na Câmara Municipal, não ocorreu.
Por conta da manifestação na prefeitura, parte dos assessores foi liberada pelos vereadores.
|
Priscila Medeiros/Divulgação |
|
|
|
|
|
Manifestantes ocuparam a Prefeitura de Bauru |
O protesto é assinado por sem-terra, Unesp Movimento Estudantil e “Bauru Acordou” |
Protesto sindical na Praça Rui Barbosa
O Dia Nacional da Luta, em Bauru, dividiu atenções, nesta quinta-feira (11), com a ocupação do prédio da prefeitura e reuniu aproximadamente 180 trabalhadores, na Praça Rui Barbosa. Todos lutavam por uma pauta unificada, entretanto, após exatamente um boato sobre a ocupação do Palácio das Cerejeiras, as centrais sindicais e movimentos sindicais se dividiram e a manifestação terminou no começo da noite.
|
Malavolta Jr. |
|
|
|
CUT, CGTB, Força Sindical, CSP Conlutas e MST se concentrando na Câmara |
O ato teve início por volta das 15h na praça Rui Barbosa. A pauta unificada envolvia diversos tópicos. Entre eles: fim do fator previdenciário; jornada de 40 horas semanais; reajuste digno para os aposentados; reforma agrária, fim da ampliação da terceirização; e mais investimentos em saúde, educação e segurança. A melhoria do transporte público também era uma das bandeiras.
A carta de organização foi assinada pela CUT, CGTB, Força Sindical, CSP Conlutas e MST. No ato, porém, além desses, estavam também diversos outros órgãos, como Sintetel, Sindicato dos Correios, Sindnapi, Sindicato dos Bancários, Apeoesp, Sindicato dos Ferroviários, Sindicato da Saúde, Sindicato dos Servidores da Unesp.
Havia também movimentos sociais rurais como o da agricultura familiar e integrantes do acampamento Irmã Dorothy (Agudos). Fora eles, o protesto foi marcado pelo partidarismo de PSTU e PT.
Na Rui Barbosa, ocorreu a concentração. Os representantes de cada sindicato foram até um carro de som e, além do conteúdo da pauta unificada, expuseram as reivindicações de cada categoria.
Por volta das 17h, os manifestantes saíram da praça e marcharam pela Rodrigues Alves. O destino foi a Câmara Municipal. Pelo percurso, continuavam destacando as reivindicações dos trabalhadores.
Apesar de o ato ter sido totalmente pacífico, alguns comerciantes da avenida chegaram a fechar as portas de seus estabelecimentos enquanto os trabalhadores passavam. O fluxo de veículos foi desviado pela Polícia Militar (PM), que acompanhou o ato.
Assista o vídeo: