11 de julho de 2026
Geral

Estudantes vencem torneio mundial de tecnologia na Rússia


| Tempo de leitura: 2 min

A equipe de Bauru venceu com o projeto de um aplicativo para o Skype, o Callvenient, a 11ª competição mundial Imagine Cup, promovida pela Microsoft, desbancando outros 800 estudantes do mundo todo. Os ganhadores em 15 categorias foram anunciados anteontem, em São Petesburgo, na Rússia.

O grupo vencedor, chamado Flying Ship, é formado pelos estudantes André Rodrigues, Diego Sato de Castro, Felipe Cabral Minutti e Pedro Cavalca, do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA) da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.

A competição contemplou os alunos com 50 mil euros (cerca de R$ 148 mil) para investir na viabilidade comercial do aplicativo. Além do prêmio em dinheiro, os estudantes passarão quatro semanas na Finlândia fazendo um treinamento realizado em conjunto pelas empresas Nokia e Microsoft e pela universidade finlandesa Aalto.

O Callvenient – aplicativo vencedor – foi criado a fim de as pessoas não serem interrompidas por alguma ligação em horário indesejado. Ele é atrelado a uma conta da Microsoft e tem acesso à agenda de compromissos do usuário.

Quando a pessoa está ocupada, o aplicativo bloqueia as ligações via Skype ou telefone convencional. Quem tentou fazer a ligação naquele momento recebe uma mensagem alertando que a pessoa está ocupada e com indicações de horários livres para voltar a fazer contato.

No total, 87 equipes de estudantes de 71 países competiram na final mundial depois de vencer competições locais e online em todo o mundo. O total em prêmios está avaliado em US$ 1 milhão.

O LTIA

Os alunos vencedores da competição fazem parte do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada da Unesp, que elabora projetos de inovação e pesquisa aplicada nas áreas emergentes da tecnologia da informação (TI), sempre em parceria com o ecossistema de TI entre as empresas, instituições de pesquisa e o?rga?os de fomento do governo.

O laboratório é coordenado pelo professor Eduardo Martins Morgado, do Departamento de Computação da Faculdade de Ciências da Unesp/Bauru.

O pesquisador conta que as empresas de tecnologia emergentes enviam equipamentos para que o laboratório os submeta a um processo de avaliação e empregabilidade. “Atuamos em projetos e aplicações finais, criamos ferramentas para que outras pessoas possam construir softwares ou páginas na web e desenvolvemos protótipos ou provas de conceito”, pontuou.

Atualmente os participantes do LTIA trabalham em testes com o Smart Tag, da Motorola, uma espécie de crachá inteligente eletrônico que possibilitará as pessoas, além da identificação, ser lido em qualquer lugar com scanning de Bar-Code 1D e 2D.