Centrais sindicais como CUT, Força Sindical, CGT e organizações de protestadores profissionais como "sem terras" entram na onda e, como diria Romário, mesmo chegando atrasado querem sentar na janelinha e finalmente conseguiram mostrar suas bandeiras e propostas desgastadas nas ruas. Ou invés de protestar contra a classe política, incorporaram políticos como o manjado Paulinho da Força, político sindicalista que é uma verdadeira síntese de tudo contra qual as pessoas foram às ruas ou os petistas da CUT e ex-petistas da linha ?contra o burguês?.
Ao invés da palavras de ordem contra investimento na Copa e mais investimento em saúde e educação, contra a corrupção e os políticos em geral, novas bandeiras sem sintonia com a população e utópicas como semana de 30hs ou ainda uma contrarreforma irresponsável na já combalida Previdência, ou mesmo uma reforma política nos moldes do PT.
Protesto sem autenticidade e credibilidade, realizados como boi de piranha para usurpar o movimento popular autêntico, dando à classe política o controle, mesmo que indireto, sobre as manifestações. Estas organizações, quase na totalidade de chapa branca, financiados direta ou indiretamente pelo governo federal, querem usurpar da população suas bandeiras espontâneas.
Márcio M. Carvalho