08 de julho de 2026
Geral

Reforma da S. Isabel será licitada

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PMDB) em meados de 2011, a reforma da Maternidade Santa Isabel vai se tornar realidade. A publicação do edital para licitação da obra está prevista para esta semana, de acordo com Antonio Rugolo Júnior, vice-presidente da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que gerencia a unidade desde junho de 2012.

 

Malavolta Jr.

Processo licitatório para contratação da empresa responsável pela obra começa esta semana

O custo da intervenção está estimado em R$ 17 milhões. Tanto os recursos quanto a contratação da obra serão de responsabilidade do governo do Estado. O valor inicial previsto era de R$ 14 milhões, conforme adiantou Alckmin na ocasião da inauguração da Avenida Nações Norte, em Bauru.


O projeto prevê o aumento do número de leitos operacionais de 45 para 60. Além disso, o prédio da maternidade será ampliado, com a conclusão de uma construção antiga, ao fundo da unidade, que abrigará a nova área dedicada ao Pronto-Atendimento.


A cada mês, é registrada média de 350 bebês nascidos na Maternidade Santa Isabel. Rugolo explica que a estrutura suporta a demanda atual, mas o projeto prepara a unidade para os próximos anos. O número de leitos de UTI neonatal será ampliado de nove para 10. No entanto, todos eles serão adequados de acordo com as normas da Vigilância Sanitária.


O vice-presidente da Famesp pontua ainda que serão criados 10 novos leitos de cuidados intermediários, que servem como retaguarda para a UTI. Segundo Rugolo, essas estruturas são fundamentais.



Histórico


Entre o anúncio da reforma e a abertura a licitação para a obra, cujo edital será publicado nesta semana, o governo do Estado cogitou a construção de uma nova maternidade em Bauru, como prédio anexo ao Hospital Estadual (HE). A ideia, no entanto, foi abandonada pouco tempo depois. A reforma da Maternidade vai se dar com o prédio em funcionamento.  



Base: longo prazo


O JC vem mostrando o drama da população de Bauru e da região causada pela falta de leitos hospitalares na cidade, especialmente os de UTI. A Famesp possui pronto o projeto arquitetônico para a ampliação dessas vagas no Hospital de Base (HB). O plano, porém, não sairá do papel até este ano, segundo o vice-presidente da entidade que gerencia a unidade, Antonio Rugolo.


Além de ainda não ter sido aprovado pela Secretaria do Estado de Saúde, o projeto ainda depende das adequações nas partes hidráulica e elétrica. A ideia é que sejam criados mais 12 leitos de UTI. Atualmente, são 28.


Mais tempo ainda levará para que o Hospital de Base seja reformado como um todo. Junto com a obra na Maternidade, o governador Geraldo Alckmin prometera R$ 30 milhões para a unidade, também durante a inauguração da Avenida Nações Norte em Bauru.


“A ampliação da UTI sai antes. No Base, tem muita coisa para se fazer, mas já há arquitetos trabalhando nisso”, garante Rugolo.

 

Demanda

O vereador Raul Gonçalves Paula (PV) afirmou, em sessão da Câmara Municipal, em junho passado, que para a população adulta apenas da cidade de Bauru, estimada em 300 mil pessoas, seriam necessários 75 leitos de UTI.


Atualmente, existem 47 distribuídos entre o Hospital de Base (HB) e o Hospital Estadual de Bauru (HEB). Eles, no entanto, recebem pacientes de uma região de 68 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS-6), da Secretaria do Estado de Saúde.


Portaria de 2012 do Ministério da Saúde diz que, em hospitais gerais, são necessários 2,5 leitos comuns para cada 1.000 habitantes, o que resulta no número de 750. “A quantidade ideal de leitos de UTI corresponde a 10% deste total. Portanto, são 75”, explica Raul, que também é médico.


Desde o ano passado, pacientes têm morrido no Pronto-Socorro Central (PSC) na espera por vagas hospitalares. Em razão disso, a Câmara Municipal aprovou lei que torna obrigatória a publicação, em Diário Oficial, dos casos em que a espera dura mais que 48 horas. O texto foi sancionado pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e a regra entra em vigor a partir do dia 6 de agosto.