E quem disse que o rock morreu? As bandas e o público que lotaram o Vitória Régia entre o fim da tarde e o início da noite do domingo garantiram que não. O parque foi palco da segunda edição do Vitória Rock, após a retomada do projeto no mês passado. Três bandas se apresentaram e o encerramento ficou por conta da Cavalo Morto, que celebrou 20 anos de estrada.
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João Rosan |
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Segunda edição do Vitória Rock teve covers de Black Sabbath, Metallica, Pantera e Motorhead |
Alan Breslau, que comanda os vocais do grupo anfitrião, conta que o repertório apresentado foi um apanhado da carreira da Cavalo, que começou com uma fase marcada pelo hard core e, posteriormente, foi inspirada pelo metal. A plateia vibrou com covers de Black Sabbath, Metallica, Pantera e Motorhead.
No embalo do Dia Mundial do Rock, comemorado no último sábado, Breslau acredita que, atualmente, as bandas do gênero conseguem maior penetração junto ao público por conta das novas plataformas de mídia.
“Antigamente, dependíamos exclusivamente da televisão e um ou outro dos grandes conseguia espaço”, conta o ‘rockeiro’, que admira a produção contemporânea de bandas europeias que fazem o som pesado, citando o próspero cenário sueco como exemplo.
Apesar do otimismo, Alan percebe que a apreciação do ritmo está mais individualista. “Até mesmo pela dificuldade em ter acesso aos vinis, grupos se juntavam para ouvir as bandas. Hoje em dia, o cara baixa o áudio na internet e escuta sozinho”, explica.
A auxiliar administrativa Tanny Garcia, 28 anos, curtiu o Vitória Rock de ontem e concorda com Alan. Fã dos clássicos das décadas de 1970 e 1980, ela acredita que a música de qualidade é imortal. “O rock não vai morrer jamais. Mesmo para quem é jovem, nunca é tarde para conhecer as coisas mais antigas. A internet está aí para isso”, diz a jovem, que é fã de Led Zeppelin.
De pai para filho
Amigo de alguns dos músicos que tocaram ontem no Vitória Régia, Frederico Eckhardt, 40 anos, é fã do rock desde criança e faz questão de mostrar o ritmo que transformou a história contemporânea para o filho Fred, de apenas 3 anos.
O garoto, por sua vez, mostra que herdou o gosto musical. Durante as apresentações na tarde de ontem, pediu e ganhou do pai uma camiseta da banda Kiss, que fez questão de vestir na mesma hora.
A paixão precoce pelo som pesado só perde espaço quando o assunto é futebol. “Gosto de rock e do Corinthians”, conta Fred.
Vocalista da Cavalo Morto, André Breslau comprova que a vocação pelo rock é mesmo hereditária. Três de seus sobrinhos também tocaram na edição deste domingo do Vitória Rock nas outras duas bandas que se apresentaram ontem: Fred Breslau pela Monsterman; e Gabriel e Alex, pela Elephant King.
Hiato
Por conta do calendário de comemorações do aniversário de Bauru, agosto não terá o Vitória Rock. O projeto, porém, volta em setembro com a promessa de abrir o palco para outros ritmos, segundo o secretário municipal de Cultura, Élson Reis.
A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) arrecadou alimentos ontem, que serão entregues à Associação Beneficente Cristã (Paiva).