08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Tristeza e... saudade


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Como é difícil querer fazer algo para a comunidade carente. Nós, carentes no dia 9 de julho de 2013, idealizamos uma confraternização de louvores para as crianças e adultos, no bairro Pousada da Esperança. Levamos ofício à Semel, que nos oficializou que iriam levar os brinquedos para as crianças brincarem, tudo certo com o sr. Davison, que nos informou que quebrou o caminhão e não poderia ir. Só que as crianças ficaram lá esperando. Conversamos com o sr. Eduardo, da Cultura, que ficou de levar o som, só que nos informou que a mãe do técnico morreu, por isso não apareceu. Realizamos uma luta para tentar fechar a rua e exigiram tanta coisa que foi melhor desistirmos (que absurdo!). A comunidade em breve nada terá nada, porque seus voluntários estão desistindo de tudo.

As entidades existentes nos bairros, para auxiliarem os moradores e o município que não cobre tudo, também estão fechando, se trazem pessoas que dizem que vai melhorar, aí ela fecha, verifique quantas já fecharam, e que muitas estão fechando. Dependentes químicos e outros que necessitam de apoio, ou mesmo prevenção, onde achar em bairro carente? Só quem mora no bairro conhece as necessidades.

Alguns papagaios falaram que era fácil dirigir clube profissional e criticaram o antigo presidente, ele foi embora e o clube da cidade quase fechou. Aonde estão estes bocas abertas, que nada conhecem? Sobre o Hospital de Base, nem iremos falar, alguém saiu rico, como mostrou o Fantástico do dia 07/07/2013, sobre a Santa Casa do Rio de Janeiro, e a nossa aqui, como ficou?

Gosto muito do atual prefeito de Bauru e de sua vice, mas diante do que tenho visto, sinto muita saudade do ex-prefeito Franciscato. Que tempo bom, acho que jamais voltará, tenho dó desta juventude, o que me resta hoje é orar a Deus, que abençoe a todos e que não deixem o mundo mudo de tanto falar e não usar a prática destas palavras, pois o mundo (Bauru) carece de ações práticas, principalmente nós, carentes, que hoje estamos acordando. O meu lema é só oração. Me desculpe! Até um dia...

Odair dos Santos Adôrno