08 de julho de 2026
Polícia

Autor de roubos em série é preso

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

André Luiz Torres Pinto, 31: “Eu roubava os celulares e trocava por mixaria para comprar crack”

Mulheres andando desacompanhadas pelo Centro de Bauru à noite. Era esse o perfil das vítimas de André Luiz Torres Pinto, 31 anos. O homem foi preso nesta segunda-feira (15) pela Polícia Civil em sua residência, no Parque Jaraguá. O curioso é que, apesar de ter sido identificado em dois roubos, o acusado confessou outras quatro ações semelhantes.

A prisão ocorreu na quadra 2 da rua Pedro Álvares Mansera. De acordo com o delegado da Delegacia de Polícia Judiciária (CPJ) Kleber Granja, após alguns crimes recentes, teve início um trabalho de investigação para tentar localizar o suspeito.

Após reconhecimento fotográfico das vítimas de dois casos, chegou-se a André Pinto. “Fomos até a casa dele e o localizamos”, explica o delegado.

Os crimes dos quais ele foi reconhecido foram cometidos no dia 6 e 8 de junho, respectivamente, na quadra 17 da rua Padre João e na quadra 11 da Duque de Caxias.

“Ele simulava estar armado e assaltava as vítimas. Abordava sempre mulheres sozinhas que voltavam do trabalho ou da faculdade”, complementa Granja.

Interrogado, porém, o acusado não somente assumiu a autoria dos dois roubos ao qual ele foi reconhecido, mas também de outros quatro casos. O delegado afirma que, mediante as características passadas por André Pinto, ainda não é possível apontar quais roubos seriam esses.

“Pedimos que quem tiver sido assaltado recentemente e reconheça o André procure a Polícia Civil. É importante identificarmos as outras vítimas”, alerta Kleber Granja.

A polícia ainda trabalha na hipótese de que foram mais de seis roubos. “Pode passar de uma dezena de vítimas. Acreditamos que o número de roubos a transeuntes irá cair bastante, principalmente no Centro, com esta prisão”.

Nenhum dos pertences roubados foi localizado na residência de André Pinto. Ele confessou que, logo após os assaltos, já se dirigia aos pontos de tráfico para trocar os produtos e alimentar seu vício no crack.