08 de julho de 2026
Nacional

BNDES nega tratamento especial a Eike

Folhapress
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O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) negou ontem em nota que tenha favorecido o empresário Eike Batista nos financiamentos que fez a empresas do grupo.

Segundo denúncia do jornal “O Estado de São Paulo”, o banco teria adiado cobrança de contratos, pago juros mais baixos do que o normal e dado como garantia ações das empresas do grupo e bens que seriam adquiridos.

Ainda segundo o jornal, o valor total dos empréstimos do grupo EBX somariam R$ 10,7 bilhões e não só R$ 10,4 bilhões que o banco havia informado.

O BNDES afirmou em nota que o tratamento dispensado ao grupo EBX “é rigorosamente igual ao dado a qualquer empresa tomadora de crédito do BNDES”.

O banco não informou no entanto quais seriam essas garantias e nem se a cobrança dos contratos foram adiados, como diz a reportagem.

Segundo a reportagem apurou, o empresário está adimplente com o BNDES e o único vencimento de curto prazo do banco com as empresas do grupo EBX se refere ao empréstimo ponte de US$ 227,9 milhões contraído pela OSX, empresa de estaleiros, que vence em setembro deste ano.

A oposição na Câmara e no Senado busca apoio para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do BNDES. A intenção é apurar eventuais  privilégios dados a grupos empresariais como o de Eike Batista. Em paralelo, o deputado César Colnago (PSDB-ES) apresentou projeto retirando o sigilo bancário de todas as operações do banco.