10 de julho de 2026
Nacional

Número de famílias endividadas cai, mas valor da dívida cresce


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O número de famílias endividadas caiu para 59% em 2012, contra 62% em 2011, mas o valor dos débitos cresceu devido ao aumento da concessão de empréstimos no ano passado, revela levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

A terceira edição da Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras se baseia em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com a pesquisa, o valor total das dívidas passou de R$ 15,9 bilhões em 2011 para R$ 16,2 bilhões no ano passado, aumento de R$ 346 milhões.

O valor médio real da dívida mensal cresceu 7,6% em 2012, de R$ 1.812 para R$ 1.950.

O índice de inadimplência teve leve queda no ano passado, para 22%, contra 23% em 2011, enquanto o comprometimento de renda se manteve estável em torno de 30%, percentual considerado adequado.

Cidades

São Paulo detém o maior volume de dívidas, de acordo com o levantamento. Na média mensal de 2012, o total de débitos na Capital paulista cresceu 15%, até R$ 3,6 bilhões.

Palmas, Capital do Tocantins, registrou a maior variação nacional de aumento de dívidas, com crescimento de 43% em relação a 2011, para R$ 59 milhões.

A Capital mineira, Belo Horizonte, teve a maior taxa de variação no indicador de famílias com contas atrasadas: 31%.

São Paulo vem em segundo lugar, com variação de 26%, seguida por Maceió (22%), Vitória (7%) e Aracaju (6%).

A média das capitais brasileiras aponta queda de 5% no número de famílias inadimplentes.