Cerca de 1.000 profissionais da saúde protestaram ontem na região central de São Paulo. Por volta das 18h, o grupo subia a avenida Brigadeiro Luis Antonio, no sentido da avenida Paulista. Mais cedo, eles chegaram a fechar a rua da Consolação e outras vias da região, que já estavam liberadas.
Os profissionais da saúde protestam contra a atuação de médicos estrangeiros no País sem a revalidação do diploma, contra os vetos do ato médico e contra a medida provisória que exige a atuação dos médicos recém formados por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS).
A presidente da Associação de Médicos do Hospital das Clínicas, Irene Abranovich, afirmou que 500 médicos da unidade foram mobilizados para comparecer ao ato. Todos usam faixas pretas nos braços pelo luto pela saúde. Eles afirmam que não falta médico e sim infraestrutura e investimento nos hospitais.
Os manifestantes carregavamm no protesto caixões com as fotos da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Eles expunham faixas com as mensagens “sem Revalida não” e “sem corrupção na saúde”, e usavam gritos de ordem contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.