10 de julho de 2026
Nacional

Exército irá impedir a entrada de mascarados em Guaratiba

Por Marco Antônio Martins | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Exército vai impedir que grupos de manifestantes ou pessoas com máscaras entrem na área de Guaratiba, zona oeste do Rio, onde o papa Francisco celebrará a missa de encerramento da JMJ (Jornada da Mundial da Juventude.

Tony Gentile / Reuters

Planejamento para visita do papa está pronto, disse secretário de Segurança Pública

A informação foi dada pelo general José Abreu, coordenador de segurança da JMJ pelas Forças Armadas. Segundo ele, caso apareça uma cartaz de protesto, na área dos peregrinos, em Guaratiba, será avaliado se o cartaz acabará recolhido ou não.

"Os mascarados serão impedidos de entrar em Guaratiba. Eles podem entrar separados e se reunir no interior daquela área. Aí, vamos decidir se vale a pena ou não recolher o cartaz", diz o general.

De acordo com o militar, cada caso será avaliado separadamente. "Tudo depende do ânimo e do momento. E assim, avaliamos se deixamos acontecer ou não. A nossa missão é garantir a segurança dos peregrinos e do papa", afirmou Abreu.

O planejamento prevê que os militares mais próximos dos peregrinos estejam desarmados. Eles estarão fardados, mas sem armas letais ou não-letais.

Os militares armados estarão nas três "barreiras" criadas antes de chegar ao campus onde os peregrinos acompanharão a missa do papa.

Papamóvel

A falta de blindagem do papamóvel preocupa os responsáveis pela segurança do papa Francisco durante a Jornada, entre 23 e 28 de julho. Segundo o general José Abreu, teme-se por algum "ato de hostilidade".

"A blindagem nos deixa mais tranquilos. Se houvesse a blindagem seria melhor. Essa é uma escolha pessoal, respeitamos, mas não é nada agradável para a segurança", afirmou o general.

A falta de blindagem no papamóvel, uma escolha do papa Francisco, tem desagradado o governo brasileiro.

Ontem, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Celso Amorim, foram ao Rio para discutir o tema com representantes do Vaticano.

Caso a decisão de não usar blindagem seja mantida, os responsáveis pela segurança do papa no Brasil buscarão alternativas com o aumento de efetivo em torno do veículo.