09 de julho de 2026
Geral

Curto-circuito pode ter rompido fiação

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Um curto-circuito pode ter provocado o rompimento do cabo que eletrocutou Cauã Henrique Mello Camargo, 7 anos, na última segunda-feira, na Vila Ipiranga, em Bauru. O menino segue internado em estado grave no Hospital Estadual (HE).

Segundo especialistas e a própria CPFL Paulista, é possível que o cabo de alta tensão tenha se rompido e ficado suspenso após a linha da pipa com que Sílvio Teixeira da Silva, 20 anos, brincava ter tocado dois fios ao mesmo tempo. “Ela pode ter feito a conexão entre as duas fases e, assim, ter provocado um curto-circuito. E esta sobretensão no sistema pode, sim, ter rompido o cabo”, frisa o engenheiro elétrico Braz Melero, da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag).

De acordo com ele, no entanto, a eletricidade só teria sido levada de um cabo a outro se a linha estivesse recoberta de material condutor de eletricidade, como é o caso do vidro utilizado no cerol ou óxido de alumínio e quartzo moído que compõem a linha chilena. “O cabo era feito em alumínio, desencapado, e conduz energia elétrica facilmente”, completa.

Para o engenheiro, mesmo que Sílvio tenha utilizado cerol ou linha chilena e forçado o fio na tentativa de resgatar a pipa, dificilmente o cabo seria rompido apenas pelo material cortante. “Apesar de finos, eles são bastante resistentes”, ressalta.

Testemunhas do acidente relatam ter ouvido dois estrondos na quadra 13 da rua Pedro Fernandes, na tarde em que ocorreu o acidente. A informação reforça a tese de que o cabo possa ter se rompido com curtos-circuitos seguidos.

“E o rapaz que segurava a linha pode não ter recebido a descarga por estar usando calçado naquele momento. Possivelmente, o material cortante não conseguiu conduzir a eletricidade até o ponto em que ele segurava a linha”, analisa.