Beneficiários que aderiram ao plano de saúde São Lucas reclamam que a empresa quer cancelar o contrato alegando que o serviço não está adequado às novas normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Segundo Rodrigo Carvalho, 29 anos, beneficiário do plano desde 2003, um comunicado da empresa foi entregue pelo correio avisando sobre o cancelamento, mas não informou exatamente o motivo. “No mês de março, me mandaram um comunicado falando que o plano seria cancelado devido a uma determinação da ANS, mas não citaram qual determinação, somente que estava em desequilíbrio contratual”, contou.
Rodrigo e outras pessoas que receberam o mesmo comunicado procuraram então o São Lucas, e lá ficaram sabendo que o contrato deles tratava-se de um plano coletivo por adesão, ou seja, um grupo de pessoas vinculado a uma instituição – que no caso seria a Paróquia Santo Antônio – que pagava um valor mais em conta do que um plano individual.
“Até então eu recebia o boleto em casa, pagava certinho e achava que era individual, só agora eu fui ter a ciência de que meu plano era por adesão coletiva, vinculado à Paróquia Santo Antônio. Foram até em casa vender, simplesmente falaram que era uma promoção e eu aderi”, disse Rodrigo, que não possui nenhum vínculo com a paróquia.
De acordo com a assessoria de imprensa do São Lucas, o plano não pode mais aceitar esse tipo de contrato – o coletivo por adesão – porque uma nova norma da ANS exige que esses contratos sejam geridos por meio de uma administradora de benefícios.
Os beneficiários do São Lucas que tiveram seus contratos cancelados disseram que receberam duas opções para continuar com um plano de saúde. Poderiam tanto fazer um plano individual, diretamente com a empresa, ou fazer outro contrato coletivo por adesão, dessa vez gerido por uma administradora de benefícios. Porém, em ambos os casos existe um aumento no valor da mensalidade paga que, segundo os beneficiários, seria a partir de 40%.
A assessoria de imprensa afirmou ainda que no ato da venda do plano de saúde os beneficiários foram alertados que estavam fazendo parte de um plano coletivo. Acrescentou também que o plano de saúde está disposto a negociar os valores e que de maneira alguma quer lesar os beneficiários.