10 de julho de 2026
Nacional

Homem é condenado a 25 anos de prisão por matar PM


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Um homem foi condenado a 25 anos de prisão por assassinar um policial militar dentro de uma academia de ginástica na zona leste de São Paulo. O crime aconteceu em junho do ano passado. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Jefferson Otacilio da Silva matou o PM Vagner Dias, 44 anos, que era integrante do Batalhão da Cavalaria, no momento em que ele dava aulas de artes marciais.

O juiz Bruno Ronchetti Castro, do 1º Tribunal do Júri da Capital, disse que o condenado é de “extrema periculosidade, membro de organização criminosa, que visa estabelecer um poder paralelo no Estado”. Segundo funcionários da academia, o acusado não era aluno do estabelecimento e no dia do crime pediu apenas para conhecer o local, sobretudo os ambientes onde eram dadas as aulas de artes marciais. Ao avistar Vagner Dias, que dava aulas de jiu-jítsu, o criminoso atirou contra o policial.

O magistrado informou que o delegado ouvido em plenário revelou que a Secretaria da Administração Penitenciária solicitou partes do processo para viabilizar a transferência do criminoso a uma penitenciária federal reservada a presos de alta periculosidade. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado de defesa Jose Quiros Bello, sem retorno.

Um mês antes do PM morrer, em julho do ano passado, houve uma onda de atentados contra policiais em São Paulo, o que levou a Polícia Militar a armar esquemas especiais de operação, com reforço de segurança em unidades policiais e blitze em vias estratégicas. Ao menos 106 PMs foram assassinados em ondas de ataques do crime organizado.

Vagner Dias foi morto a tiros dentro da academia no dia 20 de junho de 2012, por volta das 20h30. Ele trabalhava no estabelecimento como professor de artes marciais.

Segundo o DHPP (Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa), três homens pediram à recepcionista do local para conhecer as aulas de jiu-jítsu. Após apresentar os homens ao professor, ela deixou a sala. Na sequência, a funcionária ouviu os disparos e viu quando os três homens fugiram em um carro estacionado nas proximidades.

Segundo o proprietário da academia, André Machado da Cruz, no momento do crime havia pelo menos dez alunos na sala e nenhum deles ficou ferido.