Subiu para 75 o número de mortos após dois terremotos, nesta segunda-feira (22), na Província de Gansu, no noroeste da China. Outras 459 pessoas ficaram feridas, segundo o serviço de monitoramento de terremotos do governo chinês.
De acordo com o órgão, o primeiro abalo, de magnitude 6,6, foi registrado por volta das 7h45 locais (20h45 de ontem em Brasília), com epicentro a 40 km da cidade de Zhang, a 1.200 km de Pequim. Em seguida, houve uma sequência de réplicas, sendo que a maior delas teve magnitude 5,6.
A região mais afetada foi a cidade de Dingxi, que fica em uma área montanhosa e desértica. O prefeito da cidade, Tang Xiaoming, disse à agência Xinhua que os maiores danos foram registrados nos condados de Zhang e Min, onde cerca de 1.200 casas foram destruídas e a energia elétrica e os telefones, cortados.
Cerca de 120 membros de uma equipe de resgate seguem para a região do epicentro, que está isolada devido à deslizamentos de terra que bloqueiam os acessos. A Cruz Vermelha chinesa também enviou centenas de tendas e acessórios para as famílias afetadas.
A Província de Gansu, onde fica o epicentro do terremoto, tem cerca de 26 milhões de habitantes, sendo que a cidade de Dingxi tem 2,6 milhões de habitantes. O abalo ainda foi sentido em outras cidades, como Lanzhou e Xian.
O oeste da China é uma região com frequente atividade sísmica. Em abril de 2010, um terremoto de magnitude 6,9 na província ocidental de Qinghai (planalto tibetano) causou a morte de quase 2.700 pessoas.
O pior terremoto a atingir o país nos últimos anos foi em 2008 na Província de Sichuan, no sudeste chinês, que deixou mais de 90 mil mortos.
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Reuters |
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Casa fica destruída após terremoto de magnitude 6,6 atingir província no noroeste da china; ao menos75 pessoas morreram |