Médicos de ao menos seis Estados aderiram à paralisação nacional da categoria ontem. Goiás, Bahia e Ceará suspenderam o atendimento eletivo no Sistema Única de Saúde (SUS) por 24h, segundo os sindicatos da categoria. Apenas procedimentos de urgência e emergência estão mantidos.
Segundo o presidente da Federação Nacional de Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira, o atendimento à população também foi parcialmente suspenso no Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraná. A expectativa da entidade é parar em 15 Estados os procedimentos eletivos - consultas, exames e cirurgias agendadas.
A paralisação faz parte do calendário de atos convocados por entidades de classe contra o Mais Médicos - programa do Governo Federal que prevê a contratação de médicos formados no exterior sem a revalidação do diploma - e os vetos ao Ato Médico, lei que regulamenta a profissão.
Em Goiás, a informação do presidente do Simego, Rafael Cardoso Martinez, é que 6 mil dos 9 mil médicos aderiram ao movimento. No Ceará, o sindicato da categoria no Estado não soube precisar quantos dos cerca de 10 mil médicos participam da greve.
Em Salvador, Cerca de 500 médicos vestidos com jalecos realizaram uma manifestação pacífica ontem. Em tendas, eles realizaram um mutirão de atendimento básico gratuito, medindo pressão arterial e fazendo exames rápidos de taxa de glicose no sangue de pessoas que passavam pelo local.