A geração de emprego com carteira assinada no Brasil no primeiro semestre deste ano foi a pior desde 2009, auge da crise internacional, com quase todos os setores reduzindo a contratação de trabalhadores e deixando evidente o momento delicado da economia.
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Arquivo JC |
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Dados no acumulado do ano mostram forte redução do emprego em quase todos os setores |
Entre janeiro e junho passados, foram abertas 826.168 vagas com carteira assinada no País, o mais baixo desempenho em primeiro semestre desde 2009, quando foram criados 510.984 postos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho ontem.
Só no mês passado, foram abertas 123.836 vagas formais de trabalho, quase 72% a mais do que o volume visto em maio, de 72.028 empregos. O resultado de junho também foi melhor do que o visto um ano antes, de 120.440 postos, nos dados sem ajustes.
Apesar da melhora pontual, a avaliação para o futuro do mercado de trabalho brasileiro não é das melhores. “Estou preocupado. A geração de emprego diminui de forma acelerada e acredito que isso repercutirá na taxa de desemprego, que deve aumentar em relação ao ano passado”, disse o professor da PUC do Rio de Janeiro e especialista em emprego, José Márcio Carmargo, ressaltando ainda que setores que até então lideravam a oferta de vagas, como o de serviços, estão reduzindo as admissões.
Os dados do emprego no acumulado do ano até junho mostram forte redução do emprego em quase todos os setores. O setor serviços, por exemplo, contratou 361 mil trabalhadores nos primeiros seis meses deste ano, ante 470 mil em igual período do ano passado.
A construção civil baixou as admissões de operários para 133 mil na primeira metade deste ano, frente a 206 mil contratados em igual período do ano passado.