11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bovespa tem segunda alta seguida e atinge maior nível em mais de um mês; dólar cai


| Tempo de leitura: 3 min

A Bovespa engatou mais uma sessão de ganhos e se aproximou do patamar de 49 mil pontos, registrado a última vez em meados de junho. Mas depois de subir mais de 1,5% na máxima do dia, o índice perdeu fôlego no final. A percepção de que as coisas parecem melhores no País - ou, ao menos, mais calmas - tem trazido investidores para a ponta compradora, entre eles estrangeiros.


O Ibovespa terminou o dia com ganho de 0,51%, aos 48.819,52 pontos, maior nível desde os 49.464,94 pontos de 18 de junho passado. Na mínima, registrou 48.579 pontos (+0,01%) e, na máxima, 49.379 pontos (+1,66%). No mês, acumula ganhos de 2,87% e, no ano, perda de 19,90%. O giro financeiro totalizou R$ 5,618 bilhões.


A alta da Bovespa se pautou no que os especialistas apontam como onda de calmaria no mercado doméstico. No geral, a percepção é de que a situação macroeconômica brasileira ainda inspira cuidados, mas os sinais mais recentes, se não estão ajudando, também não estão atrapalhando. Isso estaria acontecendo, por exemplo, com a inflação. O IPC-S divulgado ontem ficou em -0,11% na terceira quadrissemana de julho, ante +0,07% na segunda quadrissemana.


Ontem, o sinal positivo teve incentivo da China, depois que o primeiro-ministro, Li Keqiang, informou que o governo não vai permitir que o país tenha crescimento menor do que 7%, já que isso complicaria o cumprimento da meta oficial do governo de dobrar o tamanho da economia nesta década.


Pela manhã, no entanto, os ganhos acabaram corrompidos por causa de indicadores mais fracos nos EUA. Um deles, o índice de atividade regional do Federal Reserve de Richmond, que caiu para -11 em julho, de 7 em junho. Depois, saiu que o índice de preços das moradias nos EUA subiu 0,7% em maio, na comparação com abril, abaixo da previsão de avanço de 0,8%.


No final, o Dow Jones fechou em alta, na contramão de S&P e Nasdaq, com apoio das blue chips DuPont e United Technologies, que divulgaram ontem seus balanços. O índice Dow Jones subiu 0,15%, aos 15.568,12 pontos, o S&P recuou 0,18%, aos 1.692,40 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,59%, aos 3.579,27 pontos.


Aqui, Petrobras ON encerrou em +1,90%, PN, +0,67%, Vale ON, +1,94%, Vale PNA, +1,62%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,59%, Metalúrgica Gerdau PN, +3,77%, CSN ON, +3,02%. Usiminas PNA caiu 1,66%.

 

JUROS


CDB prefixado/30 dias: 8,24%

CDI: 8,22% ao ano


Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 estava em 8,426%, de 8,423% ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 marcava máxima de 8,74%, igual a anteontem. O vencimento para janeiro de 2015 indicava taxa de 9,28%, de 9,35% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 apontava 10,23%, ante 10,33% anteontem, enquanto o DI para janeiro de 2023 estava em 10,62%, de 10,84% no ajuste anterior.


OURO


Ouro/grama: R$ 96,20

Variação: alta de 0,21%


Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 96,20, com alta de 0,21%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,345,51 e fechou em alta de 0,79%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.


DÓLAR


Comercial: R$ 2,222

Variação: queda de 0,51%


O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,2207 para compra e a R$ 2,222 para venda, com queda de 0,51%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,190 na compra e a R$ 2,343 na venda, com alta de 0,13%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,24 na compra e a R$ 2,39 na venda, com alta de 0,42%.