10 de julho de 2026
Jornada Mundial da Juventude

Rio é o centro da Igreja, diz Francisco na Festa da Acolhida

Thiago Vendrami, enviado especial do JCNet
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos / Reprodução

Papa celebra missa de Acolhida da JMJ

A festa de Acolhida da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no início da noite desta quinta-feira (25), foi marcada por uma multidão de jovens emocionados em meio à chuva, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O momento teve início com o papa percorrendo, de papamóvel, a avenida Atlântica, saudando os mais de 1,5 milhão de pessoas que o aguardava e fazendo questão de tocar algumas pessoas enfermas, crianças e deficientes.

Ao chegar no palco, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, fez questão de agradecê-lo por aceitar o convite para estar na Jornada. “Obrigado por ter aceito este convite. Obrigado por ir ao encontro dos nossos irmãos mais necessitados, tanto no Hospital São Francisco quanto em Varginha. Obrigado por nos lembrar, com tanto carinho, da importância de cuidarmos de cada irmão, especialmente os jovens e os mais pobres”, disse.

A apresentação musical “Rio de fé” mostrou ao papa e ao público presente a cidade do Rio de Janeiro, por meio do seu povo e da sua fé católica. Alternando português e espanhol, o papa Francisco fez um discurso descontraído com referência à chuva. “Sempre ouvi falar que os cariocas não gostavam de frio, mas vocês estão me mostrando que sua fé é mais forte que o frio e a chuva”.

A pedido de Francisco, foi feito um minuto de silêncio e uma oração por Sophie Moriniere, jovem francesa que morreu em um acidente na Guiana Francesa, quando viajava para o Rio, a fim de participar da JMJ. Ele também falou do papa emérito Bento XVI, que anunciou a Jornada no Rio durante a missa de envio, em Madrid. “Ele acompanha tudo pela televisão”.

No discurso de boas-vindas, feito em espanhol, o papa disse: “Hoje, vim para lhes confirmar nesta fé, a fé no Cristo Vivo que mora dentro de vocês; mas vim também para ser confirmado pelo entusiasmo da fé de vocês!”.

O pontífice recebeu as boas-vindas de cinco jovens que representavam os cinco continentes. A todos, deu um terço de presente. Também assistiu a uma apresentação musical, que retratava as cinco regiões do Brasil.

“Se queremos que a vida tenha realmente sentido e plenitude, como vocês mesmos desejam e merecem, digo a cada um e a cada uma de vocês: 'bote fé' e a vida terá um sabor novo, terá uma bússola que indica a direção; 'bote esperança' e todos os seus dias serão iluminados e o seu horizonte já não será escuro, mas luminoso; 'bote amor' e a sua existência será como uma casa construída sobre a rocha, o seu caminho será alegre”, disse, em seu discurso principal.

O papa também advertiu os jovens: “O ter, o dinheiro, o poder podem gerar um momento de embriaguez, a ilusão de ser feliz, mas, no fim de contas, são eles que nos possuem e nos levam a querer ter sempre mais, a nunca estar saciados.”. Francisco vem sendo reconhecido também pelos constantes discursos antidrogas, preocupando-se, principalmente, com a juventude que perde a vida para o vício.

Dado ao tamanho da mobilização da Jornada, o pontífice chegou a dizer que "esta semana, o Rio é o centro da Igreja, o seu coração vivo e jovem".

Para finalizar, lançou um desafio: “A fé é revolucionária. Estão dispostos a entrar na revolução da fé?”. E acrescentou: “Só assim sua vida terá sentido e dará frutos”.

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Reuters

Imagem dos fiéis católicos é refletida nas janelas de um hotel na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Os fiéis lotaram as ruas à espera para a chegada do papa Francisco