O principal anúncio do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quinta-feira, na região, foi o início das obras da segunda etapa da duplicação da rodovia Bauru-Ipaussu (SP-225). A obra contempla 20,15 quilômetros, entre o km 242 + 670 metros e o km 262 + 820 metros, trecho pertencente à cidade de Piratininga.
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Éder Azevedo |
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Pedro Tobias, Emílio Fanton, Alckmin, Rodrigo Agostinho e Linamara Battistella |
O total de investimentos é de R$ 90,1 milhões, viabilizados por meio do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo com verba proveniente do pedágio.
A primeira etapa da duplicação começou em 2012 e envolve pouco mais de sete quilômetros, desde o entroncamento da rodovia com a Marechal Rondon, até a divisa de Bauru e Piratininga, onde passa o rio Batalha.
A previsão é de que esta obra seja concluída em setembro deste ano. “Até dezembro, entregaremos uma nova ponte até o rio Batalha”, disse Alckmin.
O trecho cujas obras começaram ontem termina a apenas três quilômetros da divisa entre Piratininga e o município de Cabrália Paulista. A partir deste ponto, restarão 40 quilômetros até o encontro da Bauru Ipaussu com a Raposo Tavares. O cronograma das próximas etapas deve ser anunciado em breve, segundo o governador.
Geraldo frisou que São Paulo e o País ganharão muito com isso, pois será possível a interligação das rodovias Raposo Tavares, Marechal Rondon e Castelo Branco.
Dispositivos
Dos R$ 90,1 milhões, R$ 11,2 milhões serão aplicados na construção de cinco estruturas de acesso e retorno.
De acordo com o cronograma estabelecido, os dispositivos localizados no km 244,4 (acesso ao Distrito Industrial de Piratininga), no km 246,2 (principal acesso à Piratininga) e no km 250,8 (acesso ao bairro rural Alba) estarão concluídos em dezembro de 2014. Os outros dois - no km 256,6 (acesso a uma estrada municipal) e no km 259,8 (acesso ao Distrito Brasília) - ficam prontos junto com a duplicação.
As obras na SP-225, que são realizadas pela Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), sob a fiscalização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), têm previsão de término em março de 2016.
Serão beneficiados pela construção das novas faixas de rolamento 362,8 mil habitantes dos dois municípios por onde passam as obras.
A duplicação do trecho, por onde trafegam diariamente entre 4,6 mil e 5,3 mil veículos, trará mais segurança aos motoristas, além de aumentar a fluidez da rodovia, reduzindo o tempo de viagem. Durante os trabalhos serão gerados 1.050 empregos - 700 diretos e 350 indiretos.
Em Piratininga
Prefeito de Piratininga, Sandro Bola lembrou que há 14 anos um governador do Estado não visitava a cidade. O último foi, justamente, Alckmin, em 1999. Bola aproveitou para fazer mais pedidos a Alckmin e ou levou para tomar café em uma padaria. “Essa obra é muito importante e vai dar mais segurança e conforto para os motoristas”, afirmou.
O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) disse que a região de Bauru está virando um grande canteiro de obras, em função das ações do governo do Estado. “São Paulo cobra imposto, mas o dinheiro volta com estrada, hospital, Fatec”. O tucano lembrou ainda da fama de perigosa que recaía sobre a “Bauru-Ipaussu”, que vem sendo revertida por conta das obras de duplicação.
Já o governador frisou que esse tipo de obra é essencial, pois com a queda dos casos de homicídio, os acidentes de trânsito em rodovias se tornaram os principais causadores de morte por fatores externos no País.
Bauru-Iacanga
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou que a duplicação e construção de marginais da rodovia Bauru-Iacanga (SP-321) terão início no dia 15 de agosto. O projeto abrange o trecho urbano de Bauru e termina no aeroporto Moussa Tobias. A obra custará R$ 91 milhões.
A estrada é chamada de ‘rodovia da morte’ devido ao alto índice de acidentes, inclusive fatais. No dia 13 de junho, o DER assinou os contratos com as empresas responsáveis pelas obras. Toda a obra será paga com dinheiro do Estado. A desapropriação de áreas para viabilização das marginais ficou a cargo da prefeitura. Rodrigo Agostinho informou que, com o decreto publicado, nada impede o início das obras, embora a administração não disponha de recursos para indenizar a totalidade de proprietários.
Saúde faz pedido para 18 UTIs no Base e Estadual
A falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Bauru foi abordada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante sua passagem a Bauru, na manhã de ontem. Segundo ele, a Secretaria do Estado de Saúde protocolou, junto ao Ministério da Saúde, projeto para criação de 12 vagas do tipo no Hospital de Base (HB) e outras seis no Hospital Estadual (HE).
Atualmente, existem 47 leitos de UTI distribuídos entre o HB e o HE. Eles, no entanto, recebem pacientes de uma região de 68 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS-6), da Secretaria de Estado da Saúde.
Culpa federal
Geraldo Alckmin disse ainda que a crise da saúde é de responsabilidade da escassez de repasses financeiros pelo governo federal. Segundo o tucano, cada vez mais, a União contribui com menos. “Uma hora a casa cai. E essa situação acontece porque não é feita a correção da tabela SUS há 10 anos”.
Município recebe gestão do Aeroclube
O governador Geraldo Alckmin, prefeito Rodrigo Agostinho e o superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Ricardo Volpe, assinaram ontem convênio que delega ao município de Bauru a gestão do Aeroclube. As negociações neste sentido começaram em dezembro do ano passado.
Hoje, representantes da prefeitura terão a primeira reunião de trabalho para discutir o modelo de gestão junto à diretoria do Aeroclube. O prefeito desconhece o custo do gerenciamento do Aeroclube e ainda não definiu se a Emdurb vai assumir essa tarefa.
Ao longo dos próximos meses, o Daesp permanecerá à frente do Aeroclube para um período de transição. Neste período, serão feitos os inventários dos bens (móveis e utensílios) e equipamentos. É preciso ressaltar, porém, que o Aeroclube é uma entidade privada e que a gestão do município recai sobre o controle das operações na pista do aeroporto.
Recape
Apesar da delegação da gestão para o município, o governador confirmou as obras de recape da pista e dos pátios de Aeroclube, antiga reivindicação da diretoria da entidade. Segundo Alckmin, no dia 14 de agosto será publicado o edital de licitação.
Novo equipamento
Junto com a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, Alckmin inaugurou o ambulift, para pessoas com deficiência, no aeroporto Moussa Tobias. É o segundo equipamento do tipo do País a ser comprado por um governo do Estado. Trata-se de um veículo adaptado com uma plataforma elevatória que transporta a pessoa com dificuldade de locomoção até a aeronave. A secretária fez ainda agradecimento público ao vereador Fábio Manfrianto (PR), autor de Moção que solicitava o ambulift, em fevereiro.
Coordenador de projetos de transportes da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Flávia Vital estreou o equipamento. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) elogiou o trabalho de Linamara, lembrando que Bauru foi a primeira cidade do Estado a ter uma quadra paradesportiva.
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Felipe Abreu entregou a Alckmin carta dos estudantes |
Governador conversa com manifestantes na cidade
Apesar de tranquila, a passagem do governador Geraldo Alckmin (PSDB) por Bauru foi alvo de manifestações de estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), trabalhadores da saúde dos hospitais situados na cidade e de investigadores da Polícia Civil.
O primeiro grupo, formado por 10 pessoas, levou cartazes cobrando melhorias na Educação e instrumentos de percussão, pouco utilizados. Os estudantes – que estão em greve – entregaram uma carta a Alckmin, na qual expunham as reivindicações por avanços na moradia estudantil, restaurante universitário, bolsas de auxílio socioeconômicas.
O governador informou ao movimento estudantil que o governo desistiu do Programa de Inclusão por Mérito no Ensino Superior do Estado de São Paulo (Pimesp), que vinha recebendo críticas do grupo.
Outro ponto abordado pelos alunos foi a retirada dos manifestantes que ocupavam a reitoria da Unesp durante a madrugada de 17 de julho.
“Nenhum dos policiais participantes da reintegração estavam identificados, não apresentaram o mandado judicial para a ação repressora, além de policiais homens terem revistado mulheres, caracterizando a ilegalidade dessa ação”, diz o documento.
Em greve
Na visita pelo Centro de Polícia Judiciária (CPJ), Geraldo Alckmin foi recebido por trabalhadores da Saúde, empregados da Famesp, sob os gritos de “Dignidade já!”. Ao final, com vaias, os manifestantes chamavam o governador para conversar. Ele, porém, entrou diretamente na van e seguiu para Piratininga.
À imprensa e à presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Bauru (Seesb), Vera Lúcia Salvadio Pimentel, Alckmin informou que o Estado não tem como intervir, pois a categoria em greve não é contratada pelo governo.
Informado de que a Famesp alega que depende dos repasses de recursos da Secretaria de Saúde, Geraldo respondeu que a entidade precisa se entender melhor com seus trabalhadores. “Existe um contrato de gestão. Acredito que a situação será resolvida, como aconteceu com outros hospitais”.
Entre as reivindicações dos trabalhadores dos hospitais, está o reajuste salarial de 20%.
Polícia Civil
Investigadores também protestaram em frente à “superdelegacia”, Presidente do sindicato da categoria, João Batista Rebouças da Silva Neto interrompeu a entrevista coletiva que Geraldo Alckmin concedia.
O sindicalista fez um apelo para que o governador aceitasse receber uma comissão de trabalhadores. Os investigadores ameaçam cruzar os braços no dia 1 de agosto caso o pedido não seja atendido.
“O senhor é um homem democrático. Não faça como seu antecessor [José Serra] que criou uma guerra entre as duas polícias em 2008”, disse Rebouças.
O presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo também pontuou o efetivo reduzido e falta de estrutura no CPJ.
Alckmin respondeu que nem todas as reivindicações são passíveis de ser atendidas, mas está disposto a conversar com a categoria. Ele lembrou que, recentemente, incorporou aos vencimentos dos policiais alguns benefícios, que geraram impacto de R$ 1,3 bilhão ao ano.
O governador do Estado também enalteceu a “superdelegacia”, inaugurada em abril do ano passado. “Proporcionou eficiência e eficácia”.