08 de julho de 2026
Política

Sede do Incra de Bauru é ocupada


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Cerca de 70 integrantes do Movimento Social Marilne Nunes Bezerra, acampados em Agudos, juntamente com aproximadamente 20 membros do acampamento Radiais Livres de Iaras, ocuparam ontem pela manhã o prédio do escritório de assistência técnica e extensão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Jardim América, na zona sul de Bauru.


Com a ocupação pacífica, o grupo reivindica o cadastramento de 280 famílias oriundas da região de Bauru no programa de reforma agrária. De acordo com eles, várias áreas da União que poderiam ser revertidas em assentamentos foram ocupadas irregularmente por grupos multinacionais, que exploram a terra.


Usam como exemplo a decisão da 1ª Vara Federal de Ourinhos, que bloqueou a matrícula da fazenda Santo Henrique, onde está instalada a Cutrale, em Borebi (45 quilômetros de Bauru). A decisão acata pedido de tutela antecipada feito pelo Incra, por meio da Advocacia Geral da União (AGU). Conforme o JC veiculou, nos últimos anos, o imóvel vem sendo palco de constantes invasões pelo  MST.


O Incra alega que a fazenda é área pública, remanescente do antigo Núcleo Colonial Monção, ocupada irregularmente ao longo do tempo.


O bloqueio da matrícula, registrada no Cartório de Registro de Imóveis de Cerqueira César, impede realização de transações com o imóvel, como compra e venda, até que se tenha decisão definitiva sobre o domínio da área.



Outras três


No final da tarde de ontem, a reportagem fez contato com a assessoria de imprensa do Incra, que ficou encaminhar a posição do instituto, mas até o fechamento desta edição o material não havia chegado. Ele também faria menção à ocupação à sede do Incra, em Iaras, que ocorreu simultaneamente a de Bauru. Apenas neste ano, o escritório de Bauru foi ocupado por pelo menos outras três vezes.