08 de julho de 2026
Cultura

Herói em crise


| Tempo de leitura: 3 min

O longa “Wolverine: Imortal” estreia hoje nos cinemas com Hugh Jackman mais uma vez no papel de Logan - mutante que, agora, vive uma crise existencial e recupera a sua identidade em conflitos no Japão.

 

Divulgação

Longa que estreia hoje nos cinemas marca crise existencial de Wolverine e conflitos no Japão

Orçado em um valor correspondente a R$ 300 milhões, o filme é dirigido por James Mangold (o mesmo de “Dia e Noite” e “Garota Interrompida”) e tem como base a história em quadrinhos “Eu, Wolverine”. Nesse novo longa da franquia, Wolverine entra na mira de um poderoso empresário japonês que cobiça a sua imortalidade. A partir do encontro entre os dois, o herói é obrigado a combater ninjas da máfia japonesa.


A trama começa com Logan isolado numa caverna, sem superar a morte de Jean Grey (Famke Janssen), que ocorreu em “X Men: o Confronto Final” (2006). Ele nega sua vocação de herói e vive atormentado por lembranças. Entre elas, a do dia em que salvou um combatente japonês da morte, durante a explosão da bomba atômica em Nagazaki, no Japão.


Esse passado logo bate à sua porta, quando ele é encontrado pela jovem ninja Yukio (Rila Fukushima). Ela o procura a pedido de Yashida (Hal Yamanouchi), um poderoso empresário que, no leito de morte, revela ser o homem salvo por Wolverine em Nagazaki.


No Japão, Yashida propõe que Logan lhe transfira o poder da imortalidade. Ao negar o pedido, o herói expõe a neta e herdeira do empresário, Mariko Yashida (Tao Okamoto), ao risco de ser morta pela máfia. Ele volta à ativa, então, para salvá-la.

 

Imortalidade e solidão

Hugh Jackman é um dos mais longevos atores na pele de um mesmo super-herói. Quando filmou seu primeiro “X-Men”, em 2000, o ator tinha cerca de 30 anos. Fora convocado de última hora para preencher a ausência do convidado original, Dougray Scott, impedido de comparecer por atrasos na filmagem de “Missão Impossível 2”.


Hoje, perto dos 45, Jackman encarna o mutante pela sexta vez e acumula o cargo de produtor. “Estar mais velho talvez me ajude a representar alguém que tem centenas de anos a mais do que eu”, brincou Jackman. Sua longevidade no papel se reflete no filme, que aborda o tema do homem que pode viver para sempre.


O novo capítulo da saga foi rodado no Japão, onde o personagem experimentará, pela primeira vez em sua vida centenária, a perspectiva de deixar de ser eterno. Nesse episódio, define o diretor James Mangold, ele se debate contra sua própria identidade, pelo fato de ser eterno.


Em luto pela perda da companheira Jean Grey (Famke Janssen), ele se sente um perigo para a sociedade. Está isolado. O ator, por outro lado, não receia o isolamento de uma identidade rotulada, mesmo após tanto tempo desdobrando a franquia.


“Eu não teria uma carreira sem Wolverine. Me deu oportunidade para fazer muitas outras coisas. Intercalei outros projetos. Me ajudou a crescer. Estou melhor agora”, diz ele, que atualmente filma a sétima produção.

 

Caso com mocinha


Em “Wolverine - Imortal”, a mocinha, Mariko Yashida (Tao Okamoto), é perseguida pelo próprio pai, Shingen (Hiroyuki Sanada), após ser nomeada herdeira do avô, o empresário Yashida (Hal Yamanouchi). Para salvá-la, entretanto, Wolverine terá de enfrentar, ainda, a vilã Víbora (Svetlana Khodchenkova) - uma mutante que consegue enfraquecê-lo. E, mesmo que a lembrança de ter matado a sua amada Jean Grey (Famke Janssen) ainda o atormente, Wolverine terá um caso com a sua protegida japonesa. Tudo isso contribuirá para que ele volte a assumir sua condição de herói.