11 de julho de 2026
Jornada Mundial da Juventude

Participantes da Marcha das Vadias criticam Igreja Católica

Folhapress
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Cerca de 200 pessoas participaram na tarde deste sábado (27) da Marcha da Vadias na orla da praia de Copacabana, na zona sul do Rio. O objetivo da marcha é combater a violência contra as mulheres e os casos de abuso e estupro que têm aumentado no país.

O tema deste ano é "Quebre o silêncio", para incentivar mulheres a denunciar os crimes de violência doméstica.

Reuters

O movimento Marcha das Vadias protestaram contra a violencia e criticaram a Igreja Católica durante a Jornada

A concentração foi no posto 5, em Copacabana, mesmo local onde peregrinos se reuniram para participar da Vigília, que deve começar por volta das 19h30.

Sobre a presença dos peregrinos em Copacabana, a educadora Rogéria Peixinho, uma das organizadoras do evento, disse que o posto 9 é uma tradição e que a marcha irá para Ipanema, em direção contrária ao local onde estão concentrados os peregrinos.

"Nós estamos na contramão da Igreja, e o posto 9 é uma tradição", disse Rogéria, depois de gritar pelo megafone palavras de ordem como: "Minha roupa não é um convite ao estupro".

Neste ano, o evento também faz a defesa do Estado laico diante do avanço do projeto de lei que institui o Estatuto do Nascituro. A data foi escolhida justamente para contrapor a presença do papa no país, que representa uma das instituições mais conservadoras e que é contrária ao aborto: a Igreja Católica.

Cartazes também mostravam o espírito da manifestação: "Chupai-vos uns aos outros", "Tirem seus rosários dos nossos ovários", pregavam as participantes da Marcha.

Por volta 16h, a marcha sairia do posto 5 e seguiria pela avenida Atlântica, em direção ao posto 2. Em 2012, mais de 2.000 pessoas participaram do evento, segundo estimativa dos organizadores.