Após um ano de falecimento da universitária Drielly Carla Alves de Brito – que morreu à espera de uma vaga de internação – familiares e amigos da jovem, que completaria 24 anos hoje, fizeram um pequeno manifesto no Parque Vitória Régia na tarde deste sábado (27), por volta das 16h. A intenção do grupo era fazer uma passeata que saísse da avenida Nações Unidas rumo à Prefeitura Municipal, como no ano passado.
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Éder Azevedo |
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Amigos e familiares protestaram hoje após um ano que Drielly morreu a espera de uma vaga para internação |
No entanto, como não compareceu um número de pessoas suficiente, o pequeno grupo apenas registrou o evento como um manifesto em memória de Drielly, erguendo cartazes com frases que reivindicavam melhorias na área de saúde. Também mostraram comoção às três pessoas que morreram - numa infeliz coincidência – também no dia 26 de julho, última sexta-feira, em Bauru, no Pronto-Socorro Central (PSC), após exatamente um ano da morte de Drielly.
Conforme noticiado pelo JC, as três vítimas - um homem de 44 anos, uma mulher de 71 anos e uma idosa de 91 anos - também estavam à espera de vagas para internação. Na ocasião de Drielly, a estudante ficou por três dias em uma maca instalada no corredor no PSC e foi diagnosticada com uma pancreatite necro-hemorrágica com embolia pulmonar.
“O motivo maior deste manifesto não é só pelo fato de um ano de falecimento da minha filha. Passado exatamente um ano, três pessoas, três vidas, três famílias foram destruídas. Este protesto é pela melhoria na saúde. Com certeza há pessoas com cargos competentes para resolver essa problemática na saúde”, discorreu o pai da jovem Drielly, Luis Carlos de Brito, 46 anos.
Até o final da tarde, o grupo realmente já havia desistido de realizar a passeata em prol da saúde, mas prometeu realizar novos manifestos.