08 de julho de 2026
Esportes

Em casa, Noroeste perde a terceira; torcida protesta

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O clima esquentou de vez. Após a terceira derrota na Copa Paulista, o Noroeste acabou com a paciência da torcida. Jogando no Alfredo de Castilho, o time perdeu por 2 a 1 para o Rio Preto. Além de protestos e pichação, o clube viu até as cozinheiras entrarem em greve.

 

Éder Azevedo

Dentro do gramado, o Noroeste foi superado pelo Rio Preto e segue sem vencer

O jogo que aumentou a crise do Norusca começou com o Rio Preto abrindo o placar logo aos 13 minutos. De fora da área, Igor Pato acertou uma bomba na gaveta de Rodolfo, que estava mal posicionado.


Sem contar com quatro reforços ainda não inscritos oficialmente na Federação Paulista de Futebol (FPF), o Noroeste não conseguia criar e sequer ameaçou os adversários na primeira etapa. Aos 7 minutos da etapa complementar, porém, o empate veio. Após cruzamento da direita, a bola sobrou para Roni. Ele desviou a bola, que entrou chorando no canto direito de Washington.


O empate animou o Noroeste. Mas, cinco minutos após o gol, Magrão, que já tinha recebido amarelo no primeiro tempo, segurou o adversário. Ele foi punido novamente com o cartão e deixou o Norusca com um a menos em campo. Com a vantagem numérica, o Rio Preto foi para cima. Santos e Tabarana tiveram duas ótimas chances, porém, o goleiro Rodolfo salvou.


Aos 34, porém, não teve jeito. Após bate e rebate na área, a bola sobrou para Cabral. Com muita força, ele fuzilou o goleiro noroestino que, dessa vez, nada pode fazer.


Fazendo valer o adágio de que “desgraça pouca é bobagem”, com as três substituições já feitas, os donos da casa ainda viram Douglas sofrer com câimbras. O atleta ficou no sacrífico somente para não desfalcar ainda mais o time. E a situação podia ter ficado pior. Nego saiu cara a cara com Rodolfo. Ele foi fominha e chutou para fora. Placar final: 2 a 1 para o Rio Preto.



Clima tenso


Com três derrotas em três jogos na Copa Paulista, a torcida perdeu de vez a paciência. No muro do estádio, ao lado da bilheteria, a pichação pedindo a saída do presidente Anis Buzalaf Jr. era um prelúdio dos protestos ao fim do jogo. Aos gritos, membros da torcida organizada Sangue Rubro foram até a entrada de uma área restrita para tentar falar com membros do Conselho. Somente o gestor de futebol Fabiano Larangeira saiu para conversar com os torcedores.


Ele explicou que existe dinheiro em caixa para os pagamentos, porém, não explicou a eles o motivo dos atrasos. Alguns chegaram a fazer piadas com o nome do gestor, chamando-o de laranja. A Polícia Militar (PM) acompanhou os protestos, porém, não precisou agir. Logo, o grupo se dispersou.