Uma testemunha que teria ajudado a socorrer o maquinista Jose Garzon Amo disse à TV espanhola que, minutos após o descarrilamento do trem, na quarta-feira, ele admitiu que estava correndo demais e não conseguiu frear. "Ele nos disse que queria morrer", disse Evaristo Iglesias à emissora Antena 3.
A emissora mostrou uma foto de Iglesias, um dos sobreviventes do acidente, carregando Amo.
Amo, acusado de negligência no acidente, se recusou a falar à polícia. Ele deve ser levado à Justiça espanhola.
Ontem, o conselho de saúde do governo da Galícia atualizou para 79 o número de mortes causadas pelo acidente. Um dos internados em estado grave morreu.
Segundo o roteiro do trem, que teve um trecho reproduzido pelo jornal El Mundo ontem, o trem, que sai de um local onde pode circular a 220 km/h, precisa reduzir sua velocidade a 80 km/h ao chegar à delicada curva, chamada de A Grandeira.
Mas, segundo o jornal, "o surpreendente é que este itinerário deixa nas mãos do condutor o momento e a maneira de começar a desacelerar antes de chegar à estação. Ou seja, Garzón precisava decidir quando frear para entrar na curva A Grandeira a 80 km/h. Nada dizia a ele como nem onde fazê-lo".