10 de julho de 2026
Nacional

Protesto-Rio: juíza arquiva processo contra manifestante

Por Paulo Maurício Costa | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A Justiça do Rio arquivou, nesta segunda-feira (29), o processo contra o estudante Bruno Ferreira Telles, 27. Bruno foi preso no dia 22, durante manifestação na porta do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, sob acusação de ter em seu poder coquetéis molotov e de ter arremessado um deles contra policiais.


A manifestação terminou em confronto com os policiais logo após a saída do papa Francisco, que era recebido no palácio por autoridades como a presidente Dilma e o governador Sérgio Cabral.


Mas em depoimento, o policial responsável por sua prisão afirmou que Teles não carregava coquetéis molotov no momento da detenção, o que contrariava informações divulgadas pelas polícias Civil e Militar logo após a prisão.


Em uma rede social, a PM afirmou que que com ele tinham sido apreendidos 20 coquetéis molotov. De acordo com a Polícia Civil, teriam sido 11 bombas.


No depoimento, o policial afirma Teles teria recebido e jogado uma bomba já acesa por outro manifestante.


O estudante foi solto na manhã seguinte à manifestação. E sua decisão, o desembargador Paulo Baldez afirmou que a prisão de Teles "não apresentou fundamentação idônea e concreta que a justifique" e que "nenhum artefato explosivo foi apreendido" com ele.


O processo foi arquivado. Em seu pedido de arquivamento o Ministério Público argumentou que a palavra isolada do policial militar que afirmara que Teles jogara o coquetel molotov "não configura indício suficiente de autoria a justificar a deflagração da instância penal, em não havendo outras provas."