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Éder Azevedo |
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Demolição da antiga Cadeia Pública de Bauru, no Centro, já foi aprovada |
A Central de Polícia Judiciária (CPJ) deve sair do aluguel nos próximos anos. A informação foi antecipada pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), Benedito Antônio Valencise. Ele aponta que o aval para a demolição do imóvel que irá abrigar a nova sede da Polícia Civil, a antiga Cadeia Pública de Bauru, já saiu.
Segundo o diretor do Deinter-4, a expectativa é de que o novo prédio da CPJ abrigue ainda o espaço atualmente ocupado pelo Instituto Médico Legal (IML), vizinho do imóvel desativado e que também possui planos de construir uma nova sede nos próximos anos, na avenida Luiz Edmundo Carrijo Coube.
“Será um prédio com vários andares, elevador, estacionamento no subsolo. Tudo em uma área de mais de 2 mil metros quadrados, que vai acolher todas as unidades hoje abrigadas na Central de Policia Judiciária. O principal é que teremos um prédio próprio da Polícia Civil para desenvolver o trabalho”, aponta Valencise, ressaltando futura economia de R$ 55 mil mensais gastos pelo Estado com o aluguel do prédio atual da CPJ, localizado na quadra 23 da avenida Rodrigues Alves.
Cadeião
Construído na década de 1950, o prédio que por décadas abrigou a Cadeia Pública de Bauru, popularmente conhecida como Cadeião, e o 2º Distrito Policial acabou desativado em meados de 2004 por conta de problemas estruturais.
Na época, o JC noticiava a superlotação e as fugas que aconteciam na unidade, que era amplamente criticada por estar situada em área urbana, no Centro de Bauru, entre a avenida Nações Unidas e a quadra 1 da rua Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, nas proximidades da rodoviária. Após a extinção, foi anunciada a criação do Centro de Detenção Provisória (CDP), que abrigou os presos da unidade.
Desde então, o prédio do Cadeião permanece fechado. Do lado de fora, deteriorada pelo tempo com o passar dos anos, a pintura nas paredes ainda identifica a unidade, vizinha do Instituto Médico Legal (IML).
Cronograma
O diretor do Deinter-4 ressalta que não há previsão para início das obras. “Existem procedimentos administrativos para demolição que devem ser seguidos. Na sequência, faremos um planejamento e será apresentado um projeto para construção. Podemos dizer que acontecerá nos próximos anos”, afirma Valencise.
A construção da nova central depende da liberação do terreno, da elaboração do projeto e da aprovação pela Secretaria de Segurança Pública do Estado e pelo Conselho do Patrimônio Imobiliário, vinculado à Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, para que a verba seja liberada e a obra licitada.
Apesar da área em questão ser metade do que a do prédio que hoje abriga a superdelegacia, que possui pouco mais de 4 mil metros quadrados, Valencise aponta que a unidade ganhará em acesso e economia. “É um lugar de ótimo acesso à população, próximo à rodoviária e ao Centro. O terreno é menor, mas o prédio terá vários andares, será moderno e espaçoso”, frisa o diretor do Deinter-4, apontando ainda a previsão de novas contratações de policiais civis até o final deste ano.
“Não teremos só estrutura. Vários concursos estão em andamento e há previsão de que os policiais destinados a Bauru estejam aptos ao atendimento até o final do ano, após a formação”, acrescenta.
A Central de Polícia Judiciária foi inaugurada em Bauru em março deste ano, como parte do processo de reengenharia da Polícia Civil. A mudança acarretou gastos na ordem de R$ 1,7 milhão na infraestrutura do prédio particular, que abrigava uma antiga concessionária de veículos. Os valores, conforme informou Valencise, foram pagos pelo proprietário do imóvel. O Estado teria arcado apenas com a instalação de sistemas e de equipamentos no local.