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Uma quadrilha fortemente armada explodiu ontem de madrugada os caixas eletrônicos de duas agências bancárias no Centro de Areiópolis (69 quilômetros de Bauru), ajudando a engrossar as estatísticas envolvendo crimes do tipo na região. Assim como na maioria das ocorrências anteriores, os ladrões atiraram contra a base e viatura da Polícia Militar (PM).
A ação criminosa teve início por volta das 3h20. As câmeras de segurança de um posto de combustível registraram o momento em que pelo menos 12 homens chegaram em três carros e colocaram explosivos nas agências do Banco do Brasil, na rua Pereira de Rezende, e do Bradesco, na rua Balduíno Antônio Portes.
Uma terceira agência bancária, que está desativada, também foi alvo dos ladrões. Após as explosões, que danificaram as portas de vidro e a estrutura dos prédios, assustando moradores da cidade, a quadrilha fugiu levando R$ 48.130,00 em dinheiro do Bradesco e uma quantia não informada do Banco do Brasil.
Antes, porém, os criminosos quebraram a vitrine de uma loja, de onde foram furtados peças de roupa, pares de tênis e bonés, e atiraram contra a base e uma viatura da PM. Por sorte, ninguém ficou ferido. No local, a Polícia Científica apreendeu diversas cápsulas de fuzil 7.62 e 5.56, além de espingarda calibre 12.
Os veículos usados na ação – um Ford Ecosport roubado em Campinas, um Honda Accord furtado em Valinhos e um Volkswagen Jetta furtado em Sumaré – foram localizados abandonados em uma estrada vicinal que liga Areiópolis a uma granja de São Manuel. Os dois últimos estavam com as placas trocadas.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o crime. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu irá auxiliar nas investigações. Até o fechamento desta edição, segundo o delegado titular da DIG, Celso Olindo, nenhum dos envolvidos nas explosões havia sido localizado.
Média de 3 crimes por mês
O arrombamento de caixas eletrônicos em cidades da região, sobretudo de pequeno porte, tem se tornado frequente.
De janeiro até agora, o JC divulgou pelo menos 21 ocorrências do tipo, o que representa uma média de 3 crimes por mês. Na maioria dos casos, os ladrões utilizaram explosivos e atiraram contra bases da PM, mas também há registros de furtos em que foram usados pés de cabra. O horário em que os criminosos costumam atuar varia entre 3h e 5h.
Os municípios onde as quadrilhas agiram utilizando explosivos foram Areiópolis, Uru, Itaju, Espírito Santo do Turvo, Itapuí, Paulistânia, Ourinhos, Borebi, Águas de Santa Bárbara, Pongaí, Domélia (distrito de Agudos), Lençóis Paulista, Torrinha, Conchas, Pardinho, Anhembi e Bofete. As cidades onde houve apenas arrombamento dos caixas eletrônicos, sem explosões, foram Pederneiras, Botucatu, São Manuel e Agudos.
Em todos os casos, os criminosos conseguiram fugir. A única exceção foi em Itapuí, onde a PM, com apoio de viaturas da região, conseguiu prender seis envolvidos na ação criminosa – quatro de Ribeirão Preto, um de Jaú e um de Itapuí – e recuperar todo o dinheiro. A ocorrência mais grave até agora foi registrada em Conchas, onde um policial militar de 44 anos foi morto com um tiro de fuzil no peito durante ataque dos ladrões a base da PM.
De janeiro ao final de junho deste ano, foram registrados 119 roubos a bancos no Estado - 60 deles no interior. Os ataques ocorreram principalmente em pequenas cidades, onde há menos policiamento.