"Todos notam o barulho de uma árvore caindo, e não percebem um bosque em formação. Saíamos às ruas, acolhamos, abracemos, toquemos, olho no olho, aos que necessitam do nosso sorriso, de nossa atenção! Assim deve ser o papel da igreja: amor de mãe! Aos jovens coragem!"
Com essas palavras, o papa resumiu os objetivos de sua missão e permanência na JMJ de 2013, na cidade maravilhosa, um Rio de Janeiro mergulhado numa atmosfera de amor! Despojado, interagia com autoridades, cardeais, clérigos, seguranças. Anônimos, crianças sem distinção, sem perder seu foco, sua concentração, sem medo, sem redomas, partiu para o abraço, e "botou fé" na juventude de um novo tempo! "Se não fosse assim, não haveria sentido fazer essa viagem", retrucou antes de seu retorno a Roma!
Um quase octagenário que pede orações como um atleta que corre contra o relógio, mas seu condicionamento físico e sua simpatia estampava-se nas suas ações, em suas aparições! Ao contrário de Neruda, que viveu como uma espécie de surdo-mudo em seus primeiros anos de faculdade em Santiago do Chile, seu acanhamento, sua timidez, em nada ajudava, pois por esse tempo, o poeta, não tinha grande curiosidade pelo gênero humano.
Francisco não suportaria um isolamento. Precisa do convívio das pessoas, desapega-se de mordomias, privilégios, abdica e escolhe a simplicidade e a proximidade para estabelecer contatos, dialogar. Do contrário, enlouqueceria! Deixa claro que não quer estar só, solitário, distante de seu rebanho! Gente é o que lhe interessa! Não nos trouxe ouro nem prata, mas deixou sua marca contundente: veio para que todos tenham vida! Até breve, Francisco.
José Francisco Gimenez Camilo