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Arquivo/Éder Azevedo |
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Ministro Alexandre Padilha |
Quatro dias após ter sido definido, extra-oficialmente, como pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros membros da cúpula do PT, o ministro da Saúde Alexandre Padilha estará hoje em Bauru. Ele participa, às 17h30 deste sábado, da inauguração da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Geisel/Redentor ao lado do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e da vice Estela Almagro (PT).
A possível espera do governo municipal pela vinda de Padilha para entregar a unidade, cujas obras estavam concluídas há meses, vêm sendo alvo de comentários de grupos políticos oposicionistas. A polêmica, no entanto, deve ser ofuscada pela “candidatura de armário” do ministro.
Apesar de o martelo batido durante reuniões das quais Padilha teria participado na última terça-feira, o PT decidiu ainda não anunciá-lo como o candidato ao Palácio dos Bandeirantes em 2014. “O partido tem um processo democrático para a escolha dos nomes. Até mesmo a dispensa de prévias ainda precisa ser superada”, explica Sandro Bussola (PT), que preside a sigla em Bauru.
O acerto seria de que o ministro só assumiria a candidatura após a aprovação (ou não) da Medida Provisória (MP) que versa sobre o programa “Mais Médicos”, inclusive com a possibilidade de contratação de profissionais estrangeiros. A previsão é de que isso aconteça por volta de novembro.
A ideia é não “contaminar” o projeto do governo com o debate eleitoral. Apesar disso, Alexandre tem viajado muito pelo Estado de São Paulo, a fim de ampliar a visibilidade em torno do seu nome.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tentará a reeleição – vem adotando estratégia semelhante. Nas últimas três semanas, ele veio por três vezes à região. Ontem, por exemplo, esteve em Lençóis Paulista (pág. 19).
Padilha, por sua vez, voltará a Bauru na próxima sexta-feira, quando participará do Encontro do Interior de São Paulo do PT, que contará com a presença de Lula.
Interior adentro
A cidade vai sediar o terceiro encontro do tipo em toda a história no PT. O evento marca a estratégia da sigla em focar suas ações no interior, onde não obtém os mesmos resultados alcançados na Capital e na região metropolitana de São Paulo.
A presença de Lula, segundo a vice-prefeita Estela Almagro (PT), além de atrair militantes de todo o Estado, vai enriquecer a avaliação estratégica do partido.
Do encontro também participarão deputados federais, estaduais e ministros petistas no governo federal. A expectativa é de que, da abertura do evento, participem 2 mil pessoas.
Cenário eleitoral
Além de Padilha, outros nomes vinham sendo cotados para a disputa pelo governo de São Paulo, cuja hegemonia tucana se prolonga desde 1994. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT); e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT). Aloísio Mercadante (PT) e Marta Suplicy (PT) não se interessaram.
Para o Senado, é cotado o nome do deputado federal Ricardo Berzoini (PT). No entanto, Eduardo Suplicy (PT) também está disposto a disputar a reeleição, embora a cúpula partidária tente convencê-lo a pleitear uma cadeira na Câmara Federal, a fim de “engrossar” a chapa e, consequentemente, a votação da coligação.