09 de julho de 2026
Geral

Greve não tem previsão para acabar e pai reclama de atendimento no HE

Vitor Oshiro com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Desde terça-feira, a pequena Ana Júlia Souza de Andrade, 3 anos, está internada no Hospital Estadual (HE). Em meio à greve dos funcionários da Famesp, o pai da criança reclama de negligência.

“Ela foi internada com suspeita de apendicite. Depois, disseram que era uma dor de garganta e queriam dar alta para ela”, conta Guilherme Andrade, 30. “Depois que eu briguei muito, eles pediram exames de sangue e de urina”.

O exame de urina constatou uma inflamação grave no aparelho urinário. O problema, de acordo com a família da criança, é que nada mais foi feito desde então. “Ela só está recebendo dipirona. Eles não pediram mais exame algum porque está tudo em greve. Minha filha não come e não anda. Ela está ardendo em febre”, diz.

A assessoria de comunicação da Famesp foi contatada às 18h18 de ontem. Entretanto, por conta do horário, alegou não ter conseguido checar a situação de Ana Júlia.

Enquanto isso, a greve segue e não tem previsão para acabar. Após as assembleias sem acordo, o caso será julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas, por meio de dissídio coletivo. Entretanto, a assessoria de comunicação do órgão informou ontem que o caso ainda não chegou ao conhecimento do órgão.

A assessoria de comunicação da Famesp confirmou que não enviou o caso para o TRT. De acordo com a fundação, o processo ainda está sendo elaborado pelo jurídico e expectativa é de que o envio ocorra no começo da próxima semana.

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) mantém 30% do quadro de funcionários nos hospitais de Base (HB), Estadual (HE), Manoel de Abreu e Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

Ontem, o sindicato ainda informou que, nas portas de cada hospital, implantou uma espécie de plantão permanente. Assim, desloca funcionários para atender em casos de urgência e emergência.

A enfermagem não aderiu à paralisação. O sindicato da categoria registrou ontem um boletim de ocorrência para se preservar de possíveis complicações jurídicas ocasionadas pela greve.