Poucos palmeirenses devem saborear tanto a boa fase de Valdivia quanto o presidente Paulo Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro. A dupla sofreu muitas críticas por manter o meia chileno no elenco durante o período em que o jogador não saía do departamento médico e já era encarado por muitos como um caso perdido e a pior negociação do Palmeiras na história. A médio prazo, a recuperação dele é vista como um ganho técnico ou financeiro para o clube no centenário em 2014.
Durante toda a longa recuperação do chileno, os dirigentes eram só elogios para a postura profissional de Valdivia. A ideia era não desvalorizá-lo, pois assim teriam um jogador insatisfeito no grupo e nenhum clube se interessaria em seu futebol. A recompensa começa a vir agora, com a boa sequência de jogos do meia, incluindo a grande atuação na noite de sexta-feira, quando ele fez um golaço e ainda deu a assistência para o gol de Alan Kardec na vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino.
“Sempre defendemos o Valdivia. Fizemos um trabalho de 60 dias para ele se recuperar bem. Ele nunca inventou lesão, como disseram por aí. A resposta está sendo dada em campo”, disse Brunoro, orgulhoso com o sucesso do trabalho palmeirense com o meia chileno.
O fato é que Valdivia se torna um grande reforço para 2014. Dentro de campo, o chileno pode ser um dos astros para comandar a equipe no importante ano do centenário. Por outro lado, como a situação financeira do clube está longe de ser a ideal, ele também é visto pelos dirigentes como uma provável fonte de renda. “Nenhum jogador é inegociável. Se chegar uma proposta boa para todos os lados, podemos negociar o Valdivia, o Henrique ou qualquer outro”, assegurou o presidente Paulo Nobre.
A verdade é que tanto dirigentes como a comissão técnica estão surpresos com a disposição e condição física do jogador, que passou os últimos anos enfrentando seguidas lesões e parecia, aos 29 anos, já em fim de carreira. Eles acreditavam na volta de Valdivia, mas não com tanto ímpeto.