O início da manhã de ontem foi marcado por um cortejo do Corpo de Bombeiros durante o translado do corpo de Sérgio Donizete Silva, de 47 anos, que seguiu para ser velado e enterrado em Iacanga (50 quilômetros de Bauru).
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Reprodução/Facebook |
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Sérgio (erguido pelos amigos) venceu o Campeonato do Machado, realizado pelo Corpo de Bombeiros, em Bauru, há dois anos |
O bombeiro, que atuava na cidade de Agudos (13 quilômetros de Bauru), morreu por volta das 15h30 de anteontem após sofrer um infarto enquanto cortava os galhos de uma árvore, fora do horário de serviço, na quadra 2 da rua Caetano Sampieri, na Vila Universitária, em Bauru, conforme o JC divulgou na edição de ontem. Na ocasião, o bombeiro chegou a ficar pendurado na árvore por conta dos equipamentos de segurança, sendo resgatado minutos depois.
O corpo de Sérgio foi velado durante a madrugada no centro velatório Terra Branca, da Vila Falcão e, por volta das 10h de ontem, seguiu em translado até o município vizinho.
Durante o trajeto, dezenas de amigos, familiares e colegas de trabalho de Sérgio fizeram um cortejo com carros viaturas da corporação.
Eles seguiram por diversas ruas e avenidas de Bauru até atingir a rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga.
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Marcus Liborio |
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A equipe médica do Samu aponta que o bombeiro teria morrido após sofrer um infarto |
Grande perda
O cortejo seguiu até as imediações do aeroporto Moussa Tobias, depois, algumas viaturas do Corpo de Bombeiros voltaram e apenas sete seguiram viagem. Entre elas, estava a viatura que levava o comandante do 12º grupamento do Corpo de Bombeiros, coronel José Guerxis de Aguiar.
“A morte do Sérgio representou uma grande perda para o Corpo de Bombeiros. Ele era um excelente profissional e uma pessoa amiga de todos”, lamenta o tenente-coronel.
O corpo de Sérgio chegou ao Centro Velatório Municipal de Iacanga acompanhado pelo cortejo por volta das 12h. O enterro por volta das 15h deste domingo no Cemitério Municipal da cidade.
Além, da esposa, Wilma Pereira, Sérgio deixa a filha Cintia Faria da Silva, de 25 anos, e a neta Alira da Silva, de 7 anos.
‘Apaixonado pelas alturas’
Em entrevista ao JC, a esposa de Sérgio Donizete Silva, que era carinhosamente chamado de ‘Serjão’ pelos companheiros, informou que o marido não tinha problemas de saúde e que há anos fazia “bicos” cortando galhos de árvores, não pelo dinheiro, mas sim pela paixão às alturas.
“O Sérgio não tinha histórico de problema cardíaco. No mês passado, ele passou por um checkup médico e estava tudo certo”, comenta Wilma Pereira, com quem vítima era casada há 14 anos.
A princípio, testemunhas acreditavam que ele teria recebido uma descarga elétrica ao encostar-se aos fios da rede elétrica que passam por entre os galhos. A hipótese, contudo, foi descartada pela equipe médica que fez os primeiros socorros à vítima.
“O orgulho dele era a farda e o hobby era trabalhar em cima de árvores nas horas vagas. Ele era especialista nisso e tinha paixão pelas alturas. Até eu o ajudava na poda às vezes. Passamos vários feriados fazendo isso. Ele fazia até de graça para ajudar pessoas que não tinham como pagar”, lembra emocionada a esposa do bombeiro, Wilma Pereira, contando sobre o histórico do marido criado em um sítio na pequena cidade de Iacanga. “Perdi o meu maridinho, o meu pedacinho, o meu guerreiro”, completa Wilma.
Sérgio havia entrado para o Corpo de Bombeiros em 1989 e morava há sete anos em Bauru, na Vila Pacífico. Há alguns meses ele havia sido promovido a cabo e comandava a base do Corpo de Bombeiros em Agudos.
No Facebook, companheiros de trabalho lamentavam a perda do bombeiro.