09 de julho de 2026
Internacional

Governo uruguaio nega proposta de um referendo sobre a maconha

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O chefe da Casa Civil do Uruguai, Diego Cánepa, desmentiu ontem que o presidente José Mujica vá propor um referendo sobre a legalização da maconha no país. Para Cánepa, o líder uruguaio quer apenas estimular o debate. “O presidente entende que é necessário transmitir à opinião pública os argumentos que levaram a essa decisão (da legalização da maconha)”, disse.

Ontem, o jornal uruguaio “La República” publicou algumas declarações de Mujica sobre um possível referendo. Ele disse que a oposição deverá lançar a ideia de um plebiscito sobre o tema e que, “se eles não o fizerem, estou pensando em promover isso para que o povo uruguaio se inteire de tudo”, afirmou.

A lei está pendente de ser aprovada no Senado, mas já se sabe o preço que a droga será vendida nas farmácias, se promulgada: US$ 2,50 (R$ 5,75) o grama. A informação foi dada pelo secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do país, Julio Calzada, à agência de notícias Télam. O valor, disse, estaria de acordo com o praticado no mercado negro local.

O projeto aprovado pela Câmara de Deputados do Uruguai na semana passada autoriza a compra de até 40 g por mês da droga, para pessoas com mais de 18 anos, em farmácias que terão uma licença especial.

Segundo Calzada, um cadastro para usuários - residentes no Uruguai, sem levar  em conta nacionalidade - evitará  “turismo” da droga.

Os preços de venda da droga no mercado ilegal em Montevidéu e Buenos Aires estão abaixo do estipulado pelo governo. O mesmo ocorre em São Paulo. “Nos últimos meses os valores estão inflacionados. A maconha prensada paraguaia, que é de má qualidade, sai por uns US$ 2 (R$ 4,60)”, diz Martín Collazo, da organização Uruguai pela Regulamentação Responsável.