Uma unidade secreta da agência antidrogas dos EUA, a DEA, está reunindo informações obtidas de interceptações de inteligência, grampos telefônicos, informantes e de um enorme volume de registros de ligações telefônicas, e entregando esse material a autoridades de todo o país para ajudá-las na abertura de investigações criminais contra cidadãos norte-americanos.
Embora esses casos raramente envolvam questões de segurança nacional, documentos vistos pela reportagem mostram que as autoridades policiais foram orientadas a esconder o verdadeiro início dessas investigações - não só dos advogados de defesa, mas às vezes também de promotores e juízes. Os documentos, sem data, mostram que agentes federais são treinados para “recriarem” a trilha investigativa, acobertando assim a origem da informação. Alguns juristas dizem que essa prática viola o direito constitucional do réu a um julgamento justo.