Após mais de quatro anos, a polícia londrina fez um pedido formal de desculpas à família de um jornaleiro morto durante a repressão a protestos contra uma reunião do G20 em abril de 2009.
Ian Tomlison, 47, passava pelo centro financeiro de Londres quando foi derrubado pelo policial Simon Harwood, que o golpeou pelas costas com um cassetete.
O jornaleiro conseguiu se levantar, mas caiu novamente após andar cerca de 60 metros. De acordo com médicos, ele morreu em decorrência de uma hemorragia provocada pela primeira queda.
Nesta segunda-feira (5), pela primeira vez, a Scotland Yard admitiu que houve uso "excessivo e ilegal" da força no episódio. A morte começou a ser esclarecida depois de seis dias, quando o jornal "The Guardian" divulgou uma gravação amadora do ataque.
As imagens mostraram que Tomlison não oferecia perigo à polícia e serviram de base a uma campanha pela identificação dos responsáveis. Harwood foi afastado da polícia no ano passado e virou réu em uma ação criminal, mas a Justiça o absolveu da acusação de homicídio.
A família de Tomlinson, que era alcoólatra e não participava do protesto, declarou-se satisfeita com o desfecho do caso. Segundo a viúva do jornaleiro, Julia Tomlinson, o pedido de desculpas encerrou uma "batalha árdua" para esclarecer a verdade.